Poder, admiração e imortalidade

Filósofos modernos e mais antigos afirmam que o homem persegue, durante sua vida, três coisas que considera mais importante: poder, admiração e imortalidade. O poder é conquistado com mais facilidade através do jogo da política. Nem sempre, (ou quase nunca) quem assume o poder é alvo de admiração. Na maioria dos casos é exatamente o contrário o que se vê. O político exerce o poder sem muitos aplausos, carinho do povo ou manifestações de apoio total. A imortalidade é um item que povoa a cabeça de toda celebridade, seja astro do futebol, das telas de cinema, TV ou principalmente da política. Todos querem ficar com seu nome registrado na historia; seja por seus feitos, talento ou qualquer outra coisa.

Pelé tornou-se imortal suando a camisa e recebendo fortes caneladas nos estádios de futebol do mundo. Outros, como Paulo Autran e Paulo Gracindo, por exemplo, são imortais por seu talento artístico. Getúlio Vargas se imortalizou com um tiro no peito, Juscelino pela construção de Brasília, Jânio Quadros pela renúncia, Lula por ter sido o primeiro operário a ser eleito presidente. Dilma Rousseff já pode se considerar imortal.

A primeira mulher eleita para a presidência será lembrada nos livros de historia, nomes de ruas e praças. Não precisou suar a camisa, levar chute nas canelas. Foi eleita com prestigio de Lula, sem antes ter passado por outras experiências políticas como prefeituras, legislativos estaduais e federais. Entrou direto sem passar pelo desgaste de muitas lutas eleitorais antes de chegar ao poder, onde pouco tem feito para conquistar admiração.

Cumpriu até aqui, pelo menos dois itens apontados pelos pensadores: poder e imortalidade. Não deve desejar mais que isso, presume-se. Se encerrasse hoje sua vida pública, já teria seu espaço reservado entre os imortais. Portanto, de nada, ou quase nada poderá valer mais alguns anos na vida publica. Tudo o que poderia conquistar em termos de poder e imortalidade, já conquistou. Seja bom, ótimo ou ruim seu governo, a imortalidade está garantida.

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Por Antunes Severo

Radialista, jornalista, publicitário, professor e pesquisador é Mestre em Administração pela UDESC – Universidade do Estado de SC: para as áreas de marketing e comunicação mercadológica. Desde 1995 se dedica à pesquisa dos meios de comunicação em Santa Catarina. Criador, editor e primeiro presidente é conselheiro nato do Instituto Caros Ouvintes de Estudo e Pesquisa de Mídia.
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