PODER X IMPRENSA

Não há político que não adore a imprensa quando recebe elogios e abomine quando é criticado. O espírito democrático e o ideal de liberdade de imprensa desses políticos acaba na primeira crítica. Nunca se viu tantos ataques a imprensa brasileira como no governo Lula.
Por Jamur Júnior

Ainda recentemente em visita a seu amigo Chaves, o presidente brasileiro fez discurso inflamado contra os órgãos de comunicação do Brasil, sempre passando para o público a falsa idéia de que a imprensa e as elites (não se sabe qual e de onde e quem são elas) fazem uma grande conspiração para tirar do governo o “nordestino retirante e pobre” (ex-pobre) discriminado, que chegou ao poder pelas mãos dos “mais humildes”.
As denúncias feitas por políticos, amigos, correligionários e companheiros, publicadas na imprensa foram interpretadas convenientemente no Palácio do Planalto como uma conspiração contra o “pobre operário , nordestino que assumiu a Presidência da República”.
Pura retórica para esconder da grande massa, especialmente dos menos avisados, a verdade sobre os atos de corrupção praticados por membros do governo. E o culpado de tudo isso, não é quem pratica mas, quem divulga; a imprensa.
É pratica comum entre ditadores, grande e pequenos tiranos, neutralizar a imprensa com leis e normas duras contra os que criticam os poderosos. Quando não conseguem cooptar a imprensa, simplesmente fechando redações e prendendo jornalistas, partem para tramar a aprovação de leis que amordaçam as comunicações.
Já ocorrem tentativas, felizmente frustradas, nesse sentido, com  tentativa de criar um Conselho para controlar a imprensa, passando por atos de constrangimentos praticados contra jornalistas que investigam  “companheiros” e por último se anuncia o envio ao Congresso Nacional de uma proposta de lei das Comunicações de Massa, mais um instrumento para fazer calar as vozes discordantes do governo federal.
Na contra-mão das grandes democracias do mundo, onde a imprensa é livre, os “democratas” de plantão na Esplanada dos Ministérios em Brasília, preferem amordaçar jornalistas e jornais que cumprem o seu dever  informando seus leitores com total imparcialidade.

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Por Jamur Júnior

Radialista e jornalista e foi apresentador noticiarista de rádio e televisão em emissoras de Curitiba e Florianópolis. É autor dos livros Pequena História de Grandes Talentos contando os primeiros passos da TV no Paraná e Sintonia Fina – histórias do Rádio. Jamur foi um dos precursores do telejornalismo em Curitiba.
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