Poderia ser via partidos…

…mas não é. Estamos em plena campanha para o segundo turno das eleições municipais em muitas cidades brasileiras. Em muitas delas não será possível mudar nada.

Volto a destacar a participação dos cidadãos na mudança. Vejo, ouço, leio muita coisa que propõe a mobilização dos brasileiros encorajados pelo magnífico desempenho de ministros do Supremo. É isso. Ao povo brasileiro faltava a certeza de que adianta bater o pé. Sempre adiantou, mas a imprensa está a nos dever um maior comprometimento com as causas coletivas. Quem tenha participado das DiretasJá, dos CarasPintadas e, antes dessas, da marcha que pedia a queda de Jango, sabe que adianta bater o pé, a panela, o tambor.

Essa mexida natural naquilo que não convém para a sociedade poderia se dar via partidos políticos, mas sabemos que a podridão também chegou lá. Com raríssimas exceções.

Então tem de ser via ONGs ou coisas assim.

O exemplo dado por Guga Kuerten, que resultou no surgimento do movimento FloripaTeQueroBem, precisa ser copiado. Outras redes de informação precisam ser chamadas a apoiar os cidadãos que querem mudar. Os cidadãos que querem mudar precisam cobrar das redes de informação maior apoio às coisas coletivas.

As redes de informação precisam esquecer um pouco o interesse por faturamento e cumprir o que diz a Constituição: aqueles seus serviços que são concessão pública têm de oferecer a contrapartida ao povo.

Cidadão, mexa-se. A hora chegou. Tudo vale a pena quando a alma não é pequena.

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