Por qual motivo, mesmo, PT desanca a Presidente?

Transitamos pelo inusitado na política nacional: em matéria críticas endereçadas à presidente Dilma Rousseff a oposição dificilmente superará o que está fazendo o Partido dos Trabalhadores.

Janeiro foi pródigo em manifestações ácidas da situação, roubando a cena e deixando a oposição sem discurso. Isso tudo num clima de decepção envolvendo parcela significativa da população pelas medidas adotadas no campo econômico que contrariam o discurso de campanha do ano passado.

A favor do PT, é necessário reconhecer, ninguém entre as 32 siglas que conformam a salada de letrinhas do nosso esquizofrênico universo partidário tem mais competência para fazer dura e terrível oposição.

Nesse quesito, então, nada a estranhar! Mas cabe a indagação: estão dando tiro no próprio pé? Não recordo algo assim, de um partido se portar como oposição em relação a um presidente.

Tem algo mais no ar!
Leiam com atenção o que segue: “Temos vivido crises de todos os tipos: crise econômica, política, moral, ética, hídrica, energética e institucional.

Todas elas foram gestadas pela ausência de transparência, de confiança e de credibilidade. Se tivesse havido transparência da condução da economia no governo Dilma, dificilmente a presidente teria aprofundado os erros que nos trouxeram a esta situação de descalabro”. Confessem, é ou não é um primor de critica, feita por um oposicionista radical, disposto a ver o circo pegar fogo?

Como todos já sabem, o texto reproduzido da imprensa paulista e endereçado à presidente da República é de autoria da senadora Marta Suplicy, do PT de São Paulo. Para a polêmica senadora “a presidente Dilma faz a vaca tossir de tanto engasgar.” Pode? A dureza dessas palavras deve ser avaliada num contexto mais amplo.

Está ocorrendo algo que nossa vã filosofia ainda não percebeu na totalidade? Essa avalanche de pedradas endereçada à presidente inclui desde a raia miúda espalhada pelo Brasil a fora até dirigentes da Fundação Perseu Abramo, do PT, o vice presidente do partido, Alberto Cantalice, o ex-ministro José Dirceu, que embora condenado pelo escândalo do mensalão detém enorme prestigio dentro da sigla.

As criticas começaram em cima de ministros, como Katia Abreu da Agricultura, e Joaquim Levy, da Fazenda, passaram pelo petista Aloisio Mercadante e chegaram com toda aspereza na presidente. Sintomática foi a crítica feita pelo prefeito Luiz Marinho, de São Bernardo do Campo, considerado porta-voz do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva; sua manifestação escancarou o racha existente no PT.

“A vaca está tossindo, porque ela está mexendo e se afastando das políticas sociais”, diz o cientista político da Universidade de São Paulo (USP) Antônio Carlos Mazzeo, fazendo referência ao embate entre Dilma e sua ex-ministra Marta Suplicy, que acusou a presidente de não cumprir com as promessas de campanha.

Esse ambiente nacional deteriorado – que tem na crise econômica um fator desestabilizador – pode piorar a partir da posse dos novos integrantes do Senado e da Câmara Federal por causa de sequelas deixadas pela campanha eleitoral de 2014.

A oposição prometeu não dar trégua à presidente neste segundo mandado de Dilma Rousseff e isso talvez se reforce com essa ajuda extra proporcionada pelo partido da presidente. Emoções fortes parece que não faltarão e são bem vindas desde que o País não pague o pato.

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