Previsões falham

Rádio Cbn Brasil | MUNDO DIGITAL, com Ethevaldo Siqueira

Milton – Ethevaldo, qual são as previsões sobre o futuro do celular, mais surpreendentes porque estavam totalmente erradas? Ethevaldo – Foram as previsões feitas nos anos 1980 sobre as perspectivas de popularização do celular nos Estados Unidos e no mundo, Milton. Milton – E o que diziam aquelas previsões? Ethevaldo – Eram previsões muito tímidas e conservadoras, Milton. As mais ousadas diziam que o celular nos Estados Unidos teria, em 20 anos, na melhor das hipóteses, uma penetração de 20% de sua população por volta do ano 2000. E que em 2012 poderia chegar, talvez, a 40%. E a penetração o celular no Brasil estaria em torno de 15%, ou seja, no mesmo nível da densidade mundial.

Milton – E qual é a realidade de hoje?

Ethevaldo – O mundo tem a penetração de quase 90%. Atualmente há mais de 6 bilhões de celulares para 7 bilhões de habitantes. Os Estados Unidos chegam a 100%, ou um celular por habitante. No Brasil, essa densidade já é maior e alcança 130%, ou 130 celulares por 100 habitantes, quer dizer, 13 celulares para cada 10 habitantes. E já existem países que alcançam 200%, ou dois celulares por habitante, como Portugal, Itália e a Escandinávia.

 

Milton – Por que as previsões dos anos 1980 eram tão conservadoras?

Ethevaldo – Porque elas não levavam em conta nem o progresso futuro da microeletrônica nem da tecnologia digital. Basta lembrar que os primeiros telefones celulares da década de 1980 eram analógicos, pesavam mais de 5 quilos e suas baterias não tinham autonomia para mais do que 30 minutos de conversação. E preço daqueles tijolões era de US$ 3 mil. Hoje, Milton, um smartphone avançado é uma maravilha tecnológica, com suas telas de toque, imagens de alta definição, levíssimos, finos, com GPS, câmeras digitais de 10 megapixels ou mais, milhares de aplicativos, comando de voz e muito mais. Nem o mais ousado futurologista de 1980 seria capaz de prever tantos avanços em 30 anos.

 

Milton – Até amanhã.

 

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