Primeira Geração TV, sem humor e solitária

A constatação data de 1982 quando o jornal O Estado de Florianópolis publicou a matéria da então repórter Elizabeth Karan sobre os efeitos da televisão.

Geracao TV

A Primeira Geração TV, segundo o jornalista Raimundo Caruso, além de solitária e sem humor é composta de ermitões sentimentais.

Na pesquisa que realizo analisando os efeitos preponderantes que os meios de comunicação exercem no seu público consumidor – leitores, ouvintes, telespectadores – me atraiu a abordagem da autora que há mais de 30 anos já pressentia as influências mais evidentes para os consumidores da televisão.

Ressalta a repórter Elizabeth Karan, depois de ouvir telespectadores, colegas de profissão, psicólogos e psiquiatras: “O que importa é estudar a televisão como apenas uma parte de toda uma sociedade estruturada que acabou com o humanismo e o espírito de coletividade. Isolou o homem com seu egocentrismo. E a geração que se criou, por todos esses fatores reunidos, foi uma geração sem humor e passiva”.

Outra aspecto levantado pela jornalista trata de como os líderes dessa primeira geração e das seguintes gerações se conduziriam ao tomar decisões de interesse político, profissional e religioso.

Ela se referia ao fato de que o país vivia uma ditadura que então persistia por 18 anos ao dizer: “E a característica mais importante quando (essa geração) assumir o poder, perto dos 35, 40 anos, tende a reeditar o modelo em que foi criada. E, para todos os que cresceram a partir de 1964, o modelo é o autoritarismo”.

A matéria completa está publicada na página 24 da edição de 30/05/1982 do jornal O Estado, de Florianópolis. A foto é de Tarcísio Matos.

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