Primeiros acordes – 4

Música | Ilha de Meu Som | Os instrumentos

Márcio Santos

As desejadas Giannini imitando Gibson e Fender

Não poderia deixar de discorrer sobre instrumentos e equipamentos de som da época. Meu primeiro contato com uma guitarra foi a tentativa de construir uma em casa, o que não deu nada certo.

Certo dia, soubemos que o pai de Tonico, amigo nosso, era o representante de uma fábrica gaúcha chamada Mil Sons e revendia guitarras e baixos desta marca. Sabíamos que não era nenhuma Gianinni, mas tentamos vender objetos pessoais para comprar uma, que também não deu certo. Pelo menos tínhamos o prazer de visitá-lo e curtir, mesmo que por míseros minutos, ter uma daquelas na mão.

Nem se falava de instrumentos importados, só possíveis aos “riquinhos” que passavam férias no estrangeiro e, mesmo assim, eram raros.

Como não havia lojas de instrumentos em Floripa, o magazine Santa Maria, na Rua Conselheiro Mafra, era praticamente o único que vendia equipamentos para bandas; depois a Zandomênico, que até ali só vendia instrumentos fajutos, passou também a trabalhar com bons produtos, na outra esquina, e a concorrência facilitou um pouco a aquisição destes. Guitarras e baixos, só Giannini, Phelpa e Del Vecchio com dois ou três modelos, imitando os importados.

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Por Antunes Severo

Radialista, jornalista, publicitário, professor e pesquisador é Mestre em Administração pela UDESC – Universidade do Estado de SC: para as áreas de marketing e comunicação mercadológica. Desde 1995 se dedica à pesquisa dos meios de comunicação em Santa Catarina. Criador, editor e primeiro presidente é conselheiro nato do Instituto Caros Ouvintes de Estudo e Pesquisa de Mídia.
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