Prosa quase Poesia, ou Vice-verso

O título marca mais um desafio cumprido pela escritora catarinense Norma Bruno ao lançar seu recente livro de crônicas poetizadas – ou vice-versa.

Norma poesiaProsa quase poesia reúne os escritos breves feitos por Norma Bruno, nos mais recentes 20 anos de sua jovem vida. O texto é livre, sem métrica, e a rima, quando existe, ocorre por mero acidente. A linguagem é a da prosa e a Poesia dá as caras mais como um cacoete, um vício do olhar encantado – às vezes cômico, às vezes assustado – com que a autora vê o mundo.

Já Pierre Aderne, exclama: “Feliz daquele que tem humor na caneta, afinal a vida só é vista como deve ser por pelos poetas – serem de um outro planeta. Norma escreve sem se levar muito a sério… graças a Deus e aos orixás… com isso a litura torna-se fácil e a alegria veste os olhos. (Pierre é cantor, compositor e produtor franco-brasileiro. Divulgador da música brasileira e portuguesa a partir de Lisboa, onde vive).

Por vez, Luiz Carlos Amorim reconhece: “Norma é a cronista da Ilha, a cronista da Capital catarinense. Sua crônica é poesia em prosa e sua poesia é sensibilidade pura. “Meu olhar tem dias nublados”, ela diz em um dos pequenos textos, todos pejados de poesia e de significado. Os pequenos poemas, em prosa ou em verso deste livro diferente e encantador são quase todos telegráficos assim, além de muito bem ilustrados. Um obra de arte em todos os sentidos. (Amorim é escritor, fundador do Grupo Literário A Ilha. Detentor da Cadeira 19 da Academia SulBrasileira de Letras.

Norma Bruno pelo orelhista do livro: Norma Bruno nasceu na Ilha de Santa Catarina em meados do século passado. Na infância subiu em árvores e estudou em colégio de freira o que explica ater sido anjo de procissão e gostar de santo; na mocidade graduou-se em História e deu luz a três filhos.

Recentemente o filho do meio desdobrou-lhe a vida em neto, sua melhor experiência até o momento. Publicou o primeiro livro aos 50 anos. É cronista por puro gosto e deleite e, vez por outra, ensaia uns contos. Neste livro envera pelos caminhos da Poesia. Os demais são: A Minha Aldeia, crônicas. Editora Papa Livro 2004 | Cenas Urbanas e Outras nem Tanto, crônicas e contos. Bernúncia Editora, 2012.

Norma Bruno por ela mesma: Certeza absoluta. Em outras encarnações fui condenada por crime passional. Muitas vezes. Nesta não. Ainda não.

O livro pelo editor desta matéria: Verdadeira jóia cultural. Marca registrada dos trabalhos do Tarcísio Mattos, proprietário e piloto-mor da Tempo Editorial. Capa e projeto gráfico: Adriana de Vasconcellos. João de Assis e Norma Bruno | Fotos: Lucas Barbosa | Tratamento de Imagens: Andrei Cavalheiro (Press Gráfica Digital) | Revisão: Carolina de Assis | Impressão: Impressul.

Norma Bruno para fechar (ou seria abrir o livro?): Se, como diz o Mia Couto, “cada palavra é um vidro em que se corta o poeta”, então estes são os cacos onde lanhei minhas veias.

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