Quando a sétima arte homenageou o rádio

Há quase 20 anos, em 1987, um dos maiores diretores de cinema e ator de todos os tempos, Woody Allen, prestou talvez a maior homenagem que o rádio já recebeu de uma outra mídia. O filme A Era do Rádio (Radio Days) registra as lembranças de um garoto e de sua família judia em plena década de 40 que tinham o rádio como personagem central.
Por Chico Socorro

Como todos sabem, a idade de ouro do Rádio situa-se nas décadas de 30 e 40 do século 20 – no Brasil ela se estende até meados da década de 50 quando a televisão começa a ganhar força entre nós. O Rádio tinha então o mesmo papel e a mesma importância que hoje tem a Televisão. Em especial em nosso País.
Embora nestes breves comentários não se pretenda falar exatamente sobre o celebrado Diretor do filme A Era da Rádio, é inevitável agregar algumas informações básicas sobre o mesmo para entender a sua homenagem ao Rádio.

Woody Allen, nome assumido aos 16 anos, nasceu em Nova York, no Brooklyn, com o nome de Allan Stewart Konigsberg no dia 1º. de dezembro de 1935. Seus pais, Martin Konigsberg e Nettie Cherry eram judeus ortodoxos.
O detalhe curioso é que Woody Allen, aos 16 anos, no início da década de 50, começou a sua carreira como colunista de jornais e redator de textos cômicos para programas de rádio. Daí vem, provavelmente, sua paixão pelo rádio.
O enredo do filme A Era do Rádio, uma comédia nostálgica, está centrado no dia-a-dia de família simples, muito divertida, com muitos parentes, tios e tias, e que tem os seus sonhos inspirados nos programas de rádio da época. Woody Allen numa ocasião definiu a sua própria família como “uma família burguesa, bem alimentada, bem vestida e instalada numa casa cômoda”.
Uma cena marcante que aparece no filme é aquela em que a família se reúne ao redor do rádio. Naqueles tempos, era através do rádio que as pessoas tomavam conhecimento dos grandes acontecimentos, no país e no mundo, ouviam as rádio-novelas e cada membro da família tinha seu programa preferido.
Algumas curiosidades sobre o filme

Duas ex-mulheres de Woody Allen participam do filme: Mia Farrow, cuja separação do cineasta em 1992 resultou num verdadeiro escândalo e Diane Keaton, uma de suas atrizes prediletas.
A outra curiosidade é a presença, no filme, da atriz brasileira Denise Dumont que faz o papel de uma cantora latina.
Por último, Woody Allen presta, de certa forma, seu tributo ao Brasil ao incluir no filme duas músicas da brasileiríssima Carmem Miranda.
Woody Allen recebeu, até hoje, 20 indicações para o Oscar e faturou 3.
 
Recomendo o filme a todo aquele que ama o rádio e que ainda não o assistiu.


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Por Chico Socorro

Publicitário, nasceu em São Paulo e veio para Santa Catarina no final da década de 1970 para implantar e gerenciar o setor de comunicação e marketing da Cia Hering de Blumenau. Chico Socorro é consultor independente de comunicação e marketing para as áreas de licitações públicas e prospecção de novos negócios.
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