Quando a televisão chega mais perto

Semana passada, o caso de um menino de pouco mais de ano causou comoção entre os telespectadores do Programa Cesar Souza, transmitido pela TVBV.
Por Carolina Arana Castro

O menino Cauã é portador de uma doença hereditária rara, chamada Granulomatosa Crônica, que incapacita os glóbulos brancos de destruírem certas bactérias e fungos, o que afeta diretamente o funcionamento do fígado, baço e pâncreas. Depois de procurar ajuda na saúde pública e privada, e ver as portas se fechando diante da complexidade da doença de seu filho, a mãe de Cauã não hesitou e decidiu expor sua luta contra o tempo no programa popular de maior audiência de Santa Catarina.
O menino Cauã sofre diariamente com o desenvolvimento da doença. E há poucos dias a medicina lhe sentenciou apenas oito meses de vida. No entanto, para que a doença não se alastre, um transplante de medula óssea pode mudar sua atual situação. Enquanto aguarda um doador, Cauã precisa de um medicamento muito caro e que não é disponibilizado pelo sistema de saúde. O remédio, chamado Interferon Gama, tem um custo de R$ 100 mil a dose e Cauã precisa de três doses semanais.
 Sem um doador de medula e sem o medicamento, a única alternativa da família foi apelar para a solidariedade do povo catarinense. O caso de Cauã tem sido acompanhado de perto pela produção do programa e acabou mobilizando toda a equipe. Jornalistas, editores, cinegrafistas, enfim, vários profissionais já foram ao Hemosc mais próximo e se cadastraram como doadores de medula óssea, ato que impulsionou a realização de uma campanha. “O objetivo é comover o público telespectador e fazer com eles dirijam-se ao Hemosc e cadastrem-se como doadores”, afirma Carla Cavalheiro, coordenadora de produção.
O procedimento de coleta é simples. São colhidos apenas 5ml de sangue de pessoas com boa saúde e idade entre 18 e 55 anos. Se a medula não for compatível com a de Cauã, os dados ficam cadastrados num banco de dados nacional.
Paralelamente, a família tenta por vias judiciais o direito de receber o remédio. Caso se consiga o medicamento, Cauã poderá aguardar por mais um ano e seis meses por um doador compatível.
Informações sobre cadastro de doador de medula e locais de doação no site www.hemosc.org.br


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