Quando disserem que é impossível…

Há pessoas que comentam a respeito de outros: “Parece que a estrela dele ou dela brilha mesmo”. Ou dizem: “Mas que pessoa de sorte”. E há os que falam: “Esse aí soube mesmo aproveitar as oportunidades”.

Em todas as situações mencionadas acima nos deparamos com dois grupos de pessoas: As que se admiram e fazem seus comentários e os que são o alvo dos comentários. Em qual grupo estamos, no grupo dos que comentam ou dos que geram os comentários? Daqueles que ficam na dúvida e pasmos ou daqueles que não estão nem aí para a – estrela, a sorte e as oportunidades?

Estrela e sorte podem ter conceitos diferentes e confusos, mas oportunidades não. Oportunidade segundo o nosso querido, velho e super conservado, sr. Dicionário, significa: ocasião favorável, ensejo. Quem de nós, seja lá qual for o assunto, de ordem profissional, nos estudos, na compra de um carro, casa ou apartamento, ou na vida amorosa, não deseja uma oportunidade? Ou será que esperamos – uma estrela brilhar ou a sorte acontecer?

E creio que quase todos conhecem o ditado: “Cavalo encilhado não passa duas vezes”. Pode até passar duas ou três vezes, mas nos interessa montar, vamos montar, ou talvez aguardar que ele pare, se abaixe e diga, suba aí?

O que a vida e fatos têm demonstrado é algo mais ou menos assim; vou falar como tenho visto e entendido com base na frase de um poeta e romancista francês.

Imagine uma pessoa que precisa fazer algo que seja importante. Talvez importante não apenas para ela. Essa pessoa quer e precisa fazer algo, mas ninguém foi capaz de ter a bondade, a gentileza, a preocupação de avisar a tal pessoa que aquilo que ela está prestes a fazer não é apenas muito difícil, é impossível, nunca ninguém fez. Então, aqueles que não avisaram que era difícil, que era impossível, tornam-se uma benção. Como?

A pessoa “desavisada” de que seu feito era sem precedentes, de que era impossível; sem saber de nada disso – vai lá e faz. Fez sem saber que era impossível, ninguém a avisou.

“Ele não sabia que era impossível, foi lá e fez”. Jean Cocteau, poeta, romancista, dramaturgo e pensador francês (1889-1963).

Conheci esse poeta e sua frase por meio da jornalista, Laine Valgas; no dia em que nos entrevistamos há 5 anos (eu a ela no rádio e ela a mim para o jornal – Hora).

Desde então costumo lembrar dessa frase em diversas situações. Por exemplo, quem já assistiu ao filme – Óleo de Lorenzo, vai lembrar dessa frase. Um pai vendo o filho sofrer e caminhar para a morte. Não havia nada que a medicina pudesse fazer, não havia cura, mas o pai não aceitou e mesmo não sendo médico ele foi lá e fez.

Então, se um dia houver algo importante, alguma coisa que não apenas não prejudicará a ninguém, mas que será realmente boa de se fazer e alguém te disser que é impossível ou ninguém avisar que é impossível, simplesmente vá lá e faça. O resultado, a sensação? Me conte assim que fizer, porque é incrível!

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