Quando o perigo se faz de amigo

Dentre as muitas falhas que um ser humano pode cometer, desvio de conduta aos crimes mais cruéis, está sem dúvida, o abuso sexual contra crianças, a pedofilia.

Inocência, confiança e sonhos podem ser destruídos com a prática dos abusos sexuais. Molestadores costumam ser pessoas próximas, de confiança; padre, pastor, pai, padrasto, mãe, madrasta, padrinhos, tios, primos, avós, vizinhos, o amigo que ninguém diria, pode ser ele: O perigo que se faz de amigo e machuca física, emocional e psicologicamente. Como proteger nossas crianças? De que maneiras pode-se ajudar quem foi vítima de abusos?

A comunicação franca e aberta entre pais e filhos com certeza ainda é a melhor proteção. Não deixar que nossas crianças aprendam nas ruas, com sabe-se lá que tipo de amigo ou mesmo na internet, suas naturais dúvidas sobre, sexo. E mais ainda, falar de acordo com a idade da criança de forma bem clara que apenas os pais podem tocar em suas partes íntimas, na hora do banho e de que maneira. Que não importa que seja parente, amigo, padre; ninguém deve vê-la tomando banho, usando o banheiro ou tocá-la. Obviamente os pais irão explicar que um profissional da saúde talvez precise fazer isso, mas na presença dos pais.

Há alguns anos um vídeo têm ajudado pais e professores em todo o mundo de maneira prática sobre como falar com seus filhos pequenos sem os assustar, antes, alertar e identificar possíveis molestadores. No vídeo, os irmãos, Pedro e Sofia ouvem os pais e são levados a imaginar situações que podem ocorrer. O tema é: Proteja seus filhos. O link está abaixo.

https://www.jw.org/pt/publicacoes/videos/#pt/mediaitems/BJF/pub-pk_17_VIDEO

Segundo a revista – A Sentinela, maio de 2019, versão on-line, página, 15, parágrafo, 7: Crianças ainda não têm a capacidade de analisar situações, de tomar decisões ou reconhecer um perigo e fugir dele. A revista cita algumas das coisas que molestadores costumam dizer para enganar uma criança: “O abuso é culpa da criança, que o abuso deve ser mantido em segredo, que ninguém vai acreditar na criança se ela contar sobre o abuso, que ninguém vai poder ajudá-la ou que os atos sexuais entre um adulto e uma criança são uma forma normal de mostrar amor um pelo outro”. O mesmo parágrafo acrescenta que algumas vítimas de abuso podem levar anos para descobrir que tudo isso é mentira. Uma criança que sofre abuso pode crescer achando que há algo errado com ela, que é suja e não merece o amor e o consolo de ninguém. 

Mais informações sobre como proteger as crianças e ajudar as que sofreram abusos, consulte o site: https://www.jw.org/pt/

Já li artigos em que o molestador além de ameaçar matar os pais da criança diz que ficará com ela. Há também relatos de crianças que ficam sexualmente excitadas durante o abuso, o que as faz sentir-se ainda mais culpadas. Adultos que sofreram abusos quando crianças acabam enfrentando problemas na vida profissional, em especial, na vida íntima e amorosa. De uma criança inocente molestada a um adulto que não confia em mais ninguém.

Proteger nossas crianças por meio de conversas francas de acordo com sua idade é essencial. Ficar sempre atentos: Não precisamos viver em pânico com isso, mas todo cuidado será proveitoso. Só o fato de sabermos que um grande número de abusos são praticados por pessoas da família, um amigo da família e até por líderes religiosos já é  alarmante. Quantas vezes já ouvimos: “Meu Deus, ele fez isso, eu jamais poderia imaginar?”. Falando em líderes religiosos recomendo o filme: Spotlight – Segredos Revelados. Igrejas que transferem um molestador para um lugar onde ele não é conhecido têm cooperado com essa praga mundial.

Já basta que vivemos num mundo onde o medo impera; medo de denunciar molestadores de crianças, não, seja quem for. No entanto, há como prestar consolo e ajuda a quem passou por isso. Aliás, essa ajuda é vital. Em muitos casos haverá necessidade de apoio de profissionais habilitados nesse assunto. E também há como proteger e até evitar: Cabe a nós, pais, estarmos atentos e dedicarmos mais tempo a nossa maior e melhor herança, nossos filhos.

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