Quantos crimes cometidos em nome dos trabalhadores?

Um professor de história postou na internet: “No dia 8 de novembro de 1793, Manon Roland, também conhecida como Madame Rolan, foi guilhotinada a mando dos fanáticos jacobinos. Antes ter sua cabeça cortada, teria dito: Ó liberdade, quantos crimes cometem-se em teu nome”.

publicitarioAdiante, o mesmo professor comentou: “Não seria despropositado parafraseá-la em relação ao que está acontecendo no Brasil: Trabalhadores, quantos crimes cometem-se em teu nome.” Tudo isso surgiu pelo fato estarrecedor de um senador da República, Delcidio do Amaral, do PT, em pleno exercício do mandato e líder do governo parar na cadeia, por determinação da mais alta corte do País.

Bem observado, professor: nunca se roubou tanto em nome dos trabalhadores, nunca se corrompeu tanto em nome dos trabalhadores, nunca se mentiu tanto em nome dos trabalhadores como acontece atualmente com a altíssima cúpula do Partido dos Trabalhadores também vendo o sol nascer quadrado (ressalto cúpula porque é injusto colocar toda militância, todos os filiados nesse mesmo saco).

Sim, esse bando (não lembra uma quadrilha?) comandado por Lula não inventou a corrupção no Brasil, afirmar isso, como os fanáticos petistas gritam, é um disparate é chover no molhado. A corrupção vem de longe, mas nunca antes tivemos um grupo tão grande agindo de forma tão organizada, tão articulada, botando a mão no dinheiro público com tanta eficiência e avidez como este. Pois é, justamente o grupo que jurou de pés juntos que desejava o poder para acabar aquilo que só vem reforçando e ampliando, ou seja, a corrupção.

Pego 1988 porque estava lá. Percorríamos a região em busca de votos e a cantilena de alguns neófitos petistas mais radicais (justos alguns que estiveram bem moderados durante a ditadura, estão lembrados?) começaram a encher as burras de votos bradando contra a roubalheira, a corrupção, a falta de ética vigorante em nossa Pátria amada. Depois, numa sandice sem precedentes, mal se instalam no poder e começam a botar a mão nas burras para trocar votos por grana, por sonante, pelo faz me rir, pela bijuja, que afinal ninguém é de ferro.

Outra coisa: em nome dos trabalhadores o senhor Luiz Inácio Lula da Silva, sem qualquer vergonha, pejo, remorso, se alia, se cumplicia, se articula, se agacha, se submete, torna-se mandalete, transforma-se em garoto de recado dos maiores e mais poderosos empresários do País, justo aqueles, comprova-se agora, que gostava de colocar os governantes de plantão de quatro a seu serviço. E como se explica que as figuras mais relevantes do time de Lula estejam em cana? Que a maioria de seus grandes amigos estejam envolvidos em tramoias ou em cada? Como se explica que seus familiares esteja, sendo investigados. Como pode um homem tão ilibado ter tanto azar com seus comparsas, amigos e familiares?

O futuro deverá marcará este nosso como um dos períodos mais tristes da nossa história. Um período em que a utopia de uma geração que deu o próprio sangue, a própria liberdade, contra o arbítrio foi posta a serviço de um falastrão. Um falastrão construído pela ingenuidade embutida na própria utopia, pela cegueira da Igreja Católica, pela preguiça dos intelectuais que se recusam a pensar porque isso dá muito trabalho e pelo fanatismo cego que sempre nos coloca à beira do abismo.

Pois é, trabalhadores, quantos crimes se cometem sem seu nome?

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