Quase nada de quase tudo

selo-sintonia-fina“O jornalista é um cidadão que sabe quase nada de quase tudo”. Não sei quem disse isso, nem onde foi dito. Durante toda a vida de um jornalista o que mais se faz é, ouvir, ler e aprender, e essa é a diferença. A vida é uma escola e o aprendizado não cessa nunca. O longo tempo de atividade, ouvindo, lendo e aprendendo, permite fazer a avaliação da abertura. Tirando fora o exagero da afirmação, o jornalista é um dos profissionais com maiores possibilidades de ser classificado entre as pessoas com melhor nível de informação e conhecimentos gerais. Ler e ouvir faz parte da rotina para a elaboração do cardápio diário de um jornalista que precisa alimentar os neurônios e manter a cabeça cheia de informações o tempo todo.

Tempo que dura até o fatídico dia da aposentadoria, que para muitos é um premio e para outros, castigo. Fica para o jornalista aposentado a opção de continuar lendo, ouvindo e escrevendo: livros, comentários, análises, historia, na mídia imprensa ou na Internet. Esta tem sido a salvação para centenas de profissionais em busca de uma atividade para evitar que a monotonia da aposentadoria deixe os neurônios mais lerdos, e a vida sem trabalho mais triste.

Ao final de uma carreira que permitiu acumular muito conhecimento e informação, o jornalista ainda precisa aprender mais; como viver na ociosidade após uma vida inteira correndo contra o tempo atrás das noticias?

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Por Jamur Júnior

Radialista e jornalista e foi apresentador noticiarista de rádio e televisão em emissoras de Curitiba e Florianópolis. É autor dos livros Pequena História de Grandes Talentos contando os primeiros passos da TV no Paraná e Sintonia Fina – histórias do Rádio. Jamur foi um dos precursores do telejornalismo em Curitiba.
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