Quem “batizou” Pituca?

Nestes quase três anos de site Caros Ouvintes, e até a 97ª edição deste Boletim semanal, uma das minhas frustrações maiores era a falta de informações da vida profissional de Mozart Régis, o mané Pituca que se projetou nacionalmente como comediante, radioator, ator de teatro e cinema e produtor de programas de rádio e televisão. Pois hoje, nesta 100ª edição do Boletim Caros Ouvintes, aqui está um pouco do menino travesso e sempre inquieto que Waldir Brazil apelidou de Pituca.
Por Antunes Severo

Há uma coisa que me intriga. Por que o trabalho de Mozart Régis, o Pituca é tão pouco valorizado entre nós? O que faz permanecer ignorado entre sua gente um profissional que sai desta terra para tentar a vida na grande metrópole e que chega ao primeiro time dos astros estrelas do show business nacional?
Foi em busca de alguma luz para esta curiosa sombra que há dois anos estamos na estrada em busca de informações. Num trabalho conjunto com Ricardo Medeiros conseguimos alguns dados que estão no livro Caros Ouvintes – Os 60 anos do rádio em Florianópolis, que lançamos no ano passado e há também citações ao nome do Pituca em matérias publicadas no site www.carosouvintes.com


Nos conhecíamos de ouvir falar até que nos encontramos num vôo Rio – Florianópolis.

Mas, isso era muito pouco. Felizmente, no final de 2005, num contato com *Mylene Mendonça, ela se interessou pelo assunto e conseguiu o contato com o Alexandre Régis, filho do Pituca que faz parte da equipe da Zorra Total, da Rede Globo, no Rio. Régis respondeu de imediato, informando que o acervo do pai, representado por duas caixas com documentos e inclusive alguns objetos usados na representação de personagens, estava em Florianópolis, há oito anos, em poder de uma amiga da família.
Quando informamos que o objetivo era entregar o acervo para a Casa de Memória da Fundação Franklin Cascaes para que não só a mantivesse como a tornasse acessível ao público, Régis autorizou o Instituto Caros Ouvintes a intermediar a transferência do acervo. Depois de três meses e mais de 30 contatos por telefone e e-mail entre as partes, podemos anunciar que agora você leitor-ouvinte pode conhecer um pouco mais a história deste “pequeno notável” que a todos conquistava com a sua brejeirice e o talento de um grande ator.
Ouça aqui o depoimento de Waldir Brazil onde ele fala do “batismo” do Pituca.

:: Clique no link para ouvir: Pituca nome.
*Mylene Mendonça, filha do radialista Humberto Fernandes Mendonça, preserva o acervo de boa parte da memória do pai e colabora nas pesquisas do Instituto Caros Ouvintes.


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Por Antunes Severo

Radialista, jornalista, publicitário, professor e pesquisador é Mestre em Administração pela UDESC – Universidade do Estado de SC: para as áreas de marketing e comunicação mercadológica. Desde 1995 se dedica à pesquisa dos meios de comunicação em Santa Catarina. Criador, editor e primeiro presidente é conselheiro nato do Instituto Caros Ouvintes de Estudo e Pesquisa de Mídia.
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