Quem se importa com o Dia dos Radialistas?

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O Dia do Radialista já foi feriado, com direito a rádio fechada o dia inteiro para que a moçada fizesse suas comemorações. As festas regadas a caipirinha de cachaça, conhaque de alcatrão, vodca e muita cerveja se prolongavam em almoços, jantares e churrascos reunindo a família toda: sogra, parentes, vizinhos e até penetras em intermináveis confraternizações. Os patrões, mais seletivos, tomavam uísque com guaraná – nacional ou contrabandeado (geralmente falsificado) – rum Montilla, caipirinha de vodca e vinhos colonial e varietal. Era festa pra ninguém botar defeito. Em algumas regiões, cidades menores, por exemplo, a data festiva terminava em bailes que se estendiam até a madrugada. E assim foi por mais ou menos uns cinquenta anos, entre  1940 e 1990.

De lá para cá, deu no que deu: os ânimos foram esmorecendo, o pessoal foi se dispersando, as relações empregado-empregador foram amornando, resfriando, gelando, virando pedra. É cada um por si, porque à todos a Deus cabe cuidar. Essas imagens – sim, imagens, porque o rádio é o mais forte instrumento de criação de imagens que se conhece – me ocorrem depois da entrevista ontem, 11/11, à Luiza Gutierrez na Rádio Record Santa Catarina, em Florianópolis. A pauta, informou a produtora Emily Müller, é a data do Dia do Radialista criada oficialmente por Lei Federal para ser comemorada anualmente no dia sete de novembro. Começamos a entrevista, falamos de passagem sobre a data e desembocamos em caminhos que nos levaram a uma série de outros assuntos ligados à história do rádio, menos a história do Dia Radialista.

Embora o tema possa estar um pouco desgastado e o interesse de empresários da comunicação e profissionais do rádio esteja em baixa, convém lembrar que temos uma data histórica que vem da década de 1940 e duas outras oficiais mais recentes: uma estadual de Santa Catarina de 2003 e outra federal que é de 2006. Há gente querndo debater essa pauta. Mais Dia do Radialista aqui.

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