Quer profissão perigosa? Seja radialista em uma cidade pequena no Brasil

Em 7 de agosto, o jornal The New York Times relatou o assassinato do jornalista Gleydson Carvalho, no interior do Ceará.

tercoO que é interessante, também, é que se você fizer uma busca rápida pelo nome de Gleydson no Google, os principais resultados serão em inglês?—?pouco foi falado dele na mídia nacional.

Desde 2002, 29 foram assassinados em retaliação pelo seus trabalhos, de acordo com dados da ONG Repórteres sem fronteiras. Só no Estado do Rio de Janeiro foram sete mortos. Em Mato Grosso do Sul, quatro.

O que chama também bastante a atenção é a profissão desses jornalistas: 13 eram radialistas. Não é difícil imaginar porque quase metade desses profissionais trabalhava para rádios.

O acesso que essa mídia tem nas cidades do interior é grande.
A televisão tem um escopo muito amplo para dar atenção contínua a cidades como Jaru (RO) ou Timbaúba (PE), cada uma com cerca de 50 mil habitantes. O computador e conexão à Internet ainda são de difícil acesso a populações mais carentes do interior do país. Revistas nessas cidades raramente são investigativas.

Sobra, então, audiência para jornais (sete mortes) e rádios locais.

Mas, acima de tudo, o rádio tem uma ligação forte com as pessoas. Não só o aparelho custa barato, mas também o locutor conversa com você, atende seus telefonemas ao vivo, reclama daquilo que você está insatisfeito.

Confira o mapa e a história de cada jornalista morto clicando aqui.

(Por Sérgio Spagnuolo, Medium, 1/08/2015)

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