Querem que faça um desenho?

Ainda em 15/03, porta-vozes do Governo Federal compararam as manifestações de domingo com as de junho de 2013, e alguns “cientistas políticos” afirmaram que elas não teriam repercussão, por não terem propostas. Um ministro chegou a afirmar que estava mais preocupado com as manifestações do dia 13, de seus aliados!

Bem, se não entenderam é porque não viram nem ouviram ou, mais provável, creem arrogantemente que suas “verdades” são únicas.

Em 2013 entenderam o que lhes convinha ou já estava sacramentado. Assim, os R$ 0,20 viraram milhares de médicos cubanos e seus feitores!

“Abertos ao diálogo”… Qual é o diálogo quando só se entende ou aceita o que interessa?

Alguns chamaram as manifestações de fascistas, golpistas! Afirmaram que o governo é contra o ódio e o preconceito, e a favor da liberdade de expressão! No entanto, continua o discurso pelo controle dos meios de comunicação, inclusive a internet! Quem é contra o governo é “elite branca intolerante”, “varanda gourmet”, “bebedor de Red Label”…

Talvez precisem de um desenho para entender o que os manifestantes querem ou reprovam. Ou de uma lista, por mais resumida e óbvia que seja, como a que segue.

Os manifestantes querem:

1. Uma nação autodeterminada, que não seja satélite ou mentora de países governados por ditadores ou fundamentalistas, que tolhem a liberdade de expressão e perseguem seu opositores. Um país que não financie obras, doe patrimônio de empresas brasileiras ou perdoe dívidas de países “amigos”, enquanto acumula déficits, é implacável na arrecadação de impostos e ainda quer aumentar a carga tributária para cobrir os rombos de promessas eleitoreiras, inconsequência ou incompetência administrativa;

2. Que líderes grupais não falem em nome de ex-presidentes ou do povo brasileiro, aqui ou no exterior, como se sua ideologia ou interesses sectários fossem nacionais;

3. Que o exemplo de repúdio ao ódio venha de seus mandatários e ex-mandatários, e que eles não fomentem, profiram ou aplaudam declarações de ódio a classes sociais; nem apoiem “exércitos” ou milícias inconstitucionais; nem que políticos considerem alguns assassinatos como hediondos, enquanto permitem que menores de idade ingressem na criminalidade, violentando e matando impunemente;

4. Trabalhar honestamente, sem ser demonizados por sua condição social ou ver 40% de seus salários desviados impunemente por corruptos que, mesmo condenados, ainda são considerados “heróis” de partidos;

5. Pessoas competentes e idôneas ocupando cargos públicos;

6. Que não inventem mais representações populares, quaisquer que sejam; mas que os eleitos representem o povo, e não interesses corporativos; e que sejam destituídos caso não cumpram promessas de campanha; e

7. Justiça sem ideologia partidária, com juízes corruptos condenados de forma exemplar, em vez de premiados com “aposentadoria compulsória”.

Tem muito mais, para um bom entendedor! E se está sendo gritado é porque para surdez ideológica não basta meia palavra. E é tudo tão claro, que quem não capta não pode dizer que representa os anseios do povo brasileiro.

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