Rádio brasileiro faz bonito no Festival de Cannes 2006

Realizado em junho, o 53º. Festival Internacional de Publicidade de Cannes, o Oscar da Publicidade Mundial, o Brasil inscreveu 68 peças de rádio. Este foi o segundo ano em que o meio Rádio foi incluído em Cannes. No final, o Brasil trouxe na bagagem 6 Leões – 2 de prata e 4 de bronze contra apenas 2 de bronze em 2005.É o rádio ocupando o seu espaço legítimo como meio publicitário de valor. 
 Chico Socorro

Já escrevemos várias vezes neste site que o Rádio possui um potencial significativo de crescimento de participação no chamado bolo publicitário (total de investimentos feitos na mídia tradicional) que precisa acontecer. Esse crescimento depende, obviamente, de toda achamada cadeia de atores que decide a inclusãomais freqüente do Rádio nos Planos de Mídia: o anunciante, a própria área comercial das rádios e, principalmente, os profissionais que atuam nas agências de publicidade: os mídias e os criativos. Por último, mas não menos importante é o papel das produtoras de áudio pois a qualidade dos materiais demídia, produzidos por profissionais é vital e estimula toda a referida cadeia de interlocutores.
Mas hoje, queremos falar dos profissionais de criação das agências, aqueles que não só “brifam”as produtoras mas que são verdadeiros parceiros no processo de criação e produção dos comerciais de rádio. Como manter essa gente estimulada? Bem, uma das maneiras é fazer com que o seu trabalho seja reconhecido e avaliado em premiações relevantes. E Cannes, uma conquista recente,é, inegavelmente, o palco maior, onde o bom trabalho na área de Publicidade feito em nosso País pode ser comparado com o que se fazde melhor em todo o mundo. E, no Rádio, gente,temos chances reais de fazer bonito. Porquê?

Ouçamos primeiro a opinião do belga Guilhaume Van der Stighelen, presidente do júri do Radio Lions 2006: “Cada país tem características próprias, mas observei o Brasil com um talento extra para tratar o humor como algo simples, palatável e com muita alegria.O humor dá um caráter internacional à mídia [Radio], mesmo que a compreensão não seja fácil. O que isso quer dizer? Que apenas a língua é barreira, explicou ele”. Eu acrescentaria um outro fator, importante, que favorece o rádio: o custo relativamente baixo das produções.
Mário D´Andrea, Diretor Geral e de Criação da JWT em Curitiba deu este depoimento exclusivo para os nossos Caros Ouvintes, respondendo à perguntase foi muito difícil atuar como jurado brasileiro no Radio Lions de Cannes.
Para começar, não sei dizer o que foi mais difícil.
Entender o que 15 jurados de 15 países diferentes estavam pensando.
Ou entender porque o time do Brasil parecia onze zumbis vestidos de amarelo. Ser jurado do festival de Cannes é uma experiência impressionante, exaustiva, angustiante. Enfim, uma delícia.
Foram 5 dias, ouvindo quase 1.200 spots [e jingles] de 74 países.
No final, acho que o Brasil foi bem. Foram 15 finalistas e 6 Leões (deixando claro que o número de inscrições brasileiras foibaixo para o tamanho do nosso mercado de rádio).
Acho que o rádio é uma mídia que tem a cara do Brasil. Popular, divertido, democrático e íntimo de todos os lares brasileiros. Aliás, muito íntimo: que outro veículo você pode consumir nu, tomando banho?
Algumas de nossas peças em Cannes conseguiram mostrar como o brasileiro tem prazer em viver – mesmo quando o jogo não está a nosso favor. O Brasil poderia ter ido melhor? Claro que sim.
Então, é só mandar mais materiais que levamos mais Leões? Claro que não, cabeção.
Ficou claro para mim, ouvindo tantos spots [e jingles] que o rádio, antes de mais nada, é a realização. Não adianta apenas ter uma boa idéia.
Tem que procurar a melhor forma de contar a idéia, a melhor forma de interpretá-la.
A boa peça de rádio não é aquela que simplesmente atinge a mente do ouvinte; é aquela que “senta no balcão do bar pra tomar umas” com a alma dele.
Quanto mais a gente procurar este tipo de conversa através do rádio, mais chances teremos em Cannes. Quem sabe, ano que vem não comemoramos mais vitórias.
Estou falando em Cannes. Porque a Copa…”“.
 
Fichas técnicas das peças premiadas da JWT Curitiba
1 PRATA
(campanha com 3 spots)
 
Título: Born to be wild
 Cliente: 91 Rádio Rock
Peça: Rádio
Produto: Institucional
Diretor de criação: Mario D’Andrea e Fabio Miraglia
Criação: Alexandre Popoviski, Mario D’Andrea e Rodrigo Duarte
Som: Lua Nova
RTVC: Larissa Storch
Atendimento: Jacqueline Vieira e Pedro Franco
Aprovação do cliente: Aldo Malucelli / Carlos Gomes / Rubens Nascimento Jr.
 
Título: It’s only rock’n’roll

Cliente: 91 Rádio Rock
Peça: Rádio
Produto: Institucional
Diretor de criação: Mario D’Andrea e Fabio Miraglia
Criação: Alexandre Popoviski, Mario D’Andrea e Rodrigo Duarte
Som: Lua Nova
RTVC: Larissa Storch
Atendimento: Jacqueline Vieira e Pedro Franco
Aprovação do cliente: Aldo Malucelli / Carlos Gomes / Rubens Nascimento Jr.
 
Título: We will rock you

Cliente: 91 Rádio Rock
Peça: Rádio
Produto: Institucional
Diretor de criação: Mario D’Andrea e Fabio Miraglia
Criação: Alexandre Popoviski, Mario D’Andrea e Rodrigo Duarte
Som: Lua Nova
RTVC: Larissa Storch
Atendimento: Jacqueline Vieira e Pedro Franco
Aprovação do cliente: Aldo Malucelli / Carlos Gomes / Rubens Nascimento Jr.
2 BRONZE
Título: Vinho

Cliente: HSBC
Diretor de criação: Mário D’Andrea / Fabio Miraglia
Criação: Claudia Freire / Fabio Miraglia
Som: Lua Nova
RTVC: Larissa Storch
Atendimento: Jacqueline Vieira / Pedro Franco / Danielle Bellio
Aprovação do cliente: Glen Valente
 
Título: Old DJ

Cliente: HSBC
Diretor de criação: Mário D’Andrea / Fabio Miraglia
Criação: Claudia Freire / Fabio Miraglia
Som: Jamute Áudio
RTVC: Larissa Storch
Atendimento: Jacqueline Vieira / Pedro Franco / Danielle Bellio
Aprovação do cliente: Glen Valente
Vamos ouvir as peças premiadas da Thompson de Curitiba?


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