Rádio Criativo 02

Voltamos aqui, leitor que gosta do rádio, com nosso empurrão para que sua imaginação produza um programa de rádio que seus ouvidos gostariam de receber. De novo sugerimos: alterne a leitura deste texto com momentos quase mágicos em que, fechando os olhos, os sons chegam ao seu coração.
Por José Predebon

(entra locutora, tom jovial)
Alô, meus ouvintes, por que estão estranhando a minha voz feminina? Neste espaço do Carosouvintes vou me alternar com aquele velho “espíquer” do tempo do onça, para baixar a idade média destes textos do “Rádio Criativo”.
O Predebon disse que vocês acabarão gostando mais de mim do que dele, pois eu trarei matéria mais leve, mais feminina, e nos tempos de hoje, estamos mais que nunca precisando de coisas agradáveis, que de problemas o mundo já está cheio demais.
(música BG alegre, sobe e desce)
Agora, atenção meninas, e meninas de todas as idades! Vou fazer uma sugestão e um convite, que é este: por que não aumentar o espaço que nós mulheres ocupamos no rádio? Convido vocês para enviarem colaborações na forma de textos curtos, ou mesmo frases, que falem à sensibilidade do ser humano. Não estou falando de textos feministas, me refiro a textos que tratem do lado poético da vida. O exemplo está no texto de hoje, mas eu estou aqui pronta a responder qualquer mensagem de vocês, e depois vou procurar aproveitar ao máximo o que nos enviarem, dentro desse espírito. Ficarei aguardando.
(BG sobe e desce)
Vamos aproveitar hoje uma “pérola” da coleção que o Predebon faz de textos de 500 caracteres que, como foi dito antes, poderiam ser lidos em trinta segundos, no rádio, com uma locução corridinha. Mas sem precisar ler alto, a gente consegue ler só para si no meio minuto. Experimentem. O texto de hoje – vamos ver se vocês gostam –  tem o título de “Tevê?”. Vamos a ele.
Sei que todo mundo já falou da diferença entre rádio e tevê, mas aqui, com minha locução, é a vez primeira no mundo, opa, cabe um “riplei” do assunto. Então, vou chover nesta molhada característica da comunicação pelo rádio, sempre se acumpliciando com o coração do felizardo aí. Rádio não esgota assunto, nada de telespectador passivo, mas gente construindo a imagem do som que chega. Nada de  sapo sonolento no sofá, mas pessoas vivendo sua vida, no trabalho, na rua, onde for, com um  companheiro ao lado, ligado, o mundo em seu mundo. Alô, alô, você que até lendo, tá vendo que me vê? Vem pro rádio!
(BG sobe e encerra – entram os comerciais)


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Por José Predebon

Publicitário, jornalista e escritor. Poeta nas horas vagas. Criativo, tranquilo e ponderado, depois de uma intensa e longa atuação como publicitário é professor e conferencista tendo como tema a criatividade. Escreveu os livros Criatividade, Criatividade hoje, Curso de Propaganda e Propaganda – profissionais ensinam como se faz.
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