Rádio Criativo 04

Alô, leitores (que eu gostaria que também fossem ouvintes), este é o Rádio Criativo número quatro, e daí, o quatro sendo par, como ficou combinado no início desta coluna, este Radio Criativo não é sério. 
Por José Predebon

Pois é, peço desculpas aos meus filhos engenheiros e aos meus amigos mais sérios, mas hoje é dia de bobagem. Como assim, perguntam vocês, já pensando que é tolice perder tempo com bobagens? Por favor, não desliguem nossa conexão, ela promete no mínimo tentar melhorar o bom humor médio que anda um tanto baixo neste imenso país… (um bom aumentativo de imenso não seria imensalão? Perdoem esta tentativa infame). Melhor eu entregar já a palavra à nossa locutora oficial; alô, é com você, querida! (técnica, acorde e som para ela, com tema feminil em BG)
Alô, predeba, ainda bem que você não disse meu nome, depois eu digo por quê. Alô, ouvintes do Rádio Criativo, ou “élou”, como dizia um velho “espíquer” tentando ler fielmente o original que o redator americanófilo escrevia “Hello”. Vamos ao nosso programinha de hoje, já aproveitando a primeira colaboração que eu pedi, no Rádio Criativo 02. Quem fez a gentileza de atender meu pedido foi a Vera Haddad, esposa do Gandhi Haddad, que enviou a história do repórter de campo apelidado de “corridinho”. O predeba mais que depressa passou o relato dela  para sua coleção de textos com 500 caracteres, aqueles que um locutor de futebol poderia ler em trinta segundos. Vejam:

CORRIDINHO. O apelido, um elogio à onipresença daquele repórter de campo no futebol pelo rádio. Não entrava no campo, mas quase.
Acompanhava tudo de ponta a ponta, e mal o jogador saía pra repor uma bola, ele de microfone na mão “E aí, Tonho, vai arremessar dentro da área?”. O ouvinte sentia-se em campo. Mas um dia de preguiça aprendeu a usar a criatividade. Falta grave, jogador no chão lá longe. Inventou na hora: vamos ouvir a vítima, tá doendo muito? E ele próprio gemeu: hmmm! Ninguém reclamou, e ele adorou o recurso. Mudou. Passou a ter imaginação, em vez de correr. Até seu apelido mudar: cascata.

Gostaram? Conhecem outras histórias do rádio, desse tipo? Querem enviar para nós? Mandem por email, se quiserem. O desafio será o Predebon tentar enquadrar a história em 500 caracteres, e o prêmio de vocês será receberem, como a Vera Haddad já vai receber pelo correio, assim que enviar o endereço, o presente de um romance escrito pelo Predebon, o Caleidoscópio. Dizem que é ótimo para combater insônia (técnica, som de risada debochada) ôh, predeba, desculpe, é brincadeirinha, eu li todinho, viu?.

Bem, agora vou me despedir dizendo porque gostei que vocês não ouvissem meu nome: vou desafiar vocês a adivinharem qual é meu nome artístico! Mandem seus palpites, sabendo que é um nome brasileiro, e junto com o sobrenome tem menos de dez sílabas. Seria assim como “Jadice Aquinon”, O.K.? Quem acertar ganha um prêmio surpresa, combinado? Obrigada pela atenção, pessoal, conservem o bom humor, que é grátis e faz bem ao seu sistema imunológico1 E bai, bai,  até o próximo Radio Criativo par! (técnica, tema feminil sobe e encerra)
 


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Por José Predebon

Publicitário, jornalista e escritor. Poeta nas horas vagas. Criativo, tranquilo e ponderado, depois de uma intensa e longa atuação como publicitário é professor e conferencista tendo como tema a criatividade. Escreveu os livros Criatividade, Criatividade hoje, Curso de Propaganda e Propaganda – profissionais ensinam como se faz.
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