Rádio Diário da Manhã: fazendo história desde 30 de janeiro de 1955

A história da Rádio Diário da Manhã Ltda está dividida em duas partes bem determinadas. A primeira, uma emissora no estilo tradicional, até 1980; a segunda, duas emissoras segmentadas.

•Confraternização de parte do elenco da RDM em 1956: Alda Jacintho, Edgard Bonassis da Silva, Edi Santana, Sílvio (pistom), Álvaro (trombone), Neide Maria, Tereza Maria, Tida (bateria), Aldo Gonzaga, Demaria (contrabaixo), Luiz Flávio, Zequinha (violão), Janine Lúcia, Felix Kleiss e Jairo Silva

Confraternização de parte do elenco da RDM em 1956: Alda Jacintho, Edgard Bonassis da Silva, Edi Santana, Sílvio (pistom), Álvaro (trombone), Neide Maria, Tereza Maria, Tida (bateria), Aldo Gonzaga, Demaria (contrabaixo), Luiz Flávio, Zequinha (violão), Janine Lúcia, Felix Kleiss e Jairo Silva

A firma constituída para viabilizar a Rádio Diário da Manhã Ltda foi criada em 1952 para implementar canais de comunicação da família Konder-Bornhausen. Mas, a emissora começou modestamento em ondas médias em caráter experimental no ano de 1954. No dia 30 de janeiro de 1955, foi oficialmente inaugurada. Cresceu em seguida com a instalação de um canal de ondas curtas, com alcance nacional e internacional em 1956 e completou-se com o acréscimo da concessão de um canal em frequência modulada na década de 1960.

•Antunes, Adolfo Zigelli e Walter Linhares recebem instruções de uso de uma gravadora Revere (fita magnética de rolo) recém adquirida, em 1958

Antunes, Adolfo Zigelli e Walter Linhares recebem instruções de uso de uma gravadora Revere (fita magnética de rolo) recém adquirida, em 1958

Verdadeira potência radiofônica em tecnologia e programação, as emissoras da Rádio Diário da Manhã Ltda lideraram na preferência dos ouvintes e dos anunciantes desde a inauguração até meados de 1970.

A concorrência antes limitada à Rádio Guarujá – que também acrescentou ao seu poderio de fogo canais em ondas curtas e frequência modulada – foi acrescida pela existência de mais três emissoras em ondas médias na região da Capital: Rádio Anita Garibaldi, Rádio Jornal A Verdade e Rádio Santa Catarina.

Isso ocorreu justo num momento em que a televisão investe na disputa, primeiro com as repetidoras das estações de TV de Porto Alegre e em seguida com a entrada da TV Coligadas de Blumenau e da Rádio e TV Cultura, Canal 6, de Florianópolis. Esta, então, em confronto direto apoiada pela programação nacional dos Diários e Emissoras Associados.

O início dos anos 1960 tiveram papel preponderante na derrocada do rádio em todo o Brasil. Primeiro, permitindo a produção e reprodução de programas pré-gravados e vendidos por preços muito abaixo do que as emissoras gastavam com os elencos próprios da programação ao vivo de radioteatro, música, humorismo e variedades.

Até o radiojornalismo foi afetado pelos avanços tecnológicos na captação de notícias e de profissionais, agora emergentes em levas maciças saídas dos cursos de jornalismo das universidades. A televisão, por sua vez atacava avassaladora tirando do rádio seus principais talentos e também seus principais anunciantes.

Enquanto uma grande parte do pequeno empresariado do rádio chorava pitangas lamentando “a falta de sorte” e de apoio de suas entidades institucionais, o governo ditatorial acariciava as grandes corporações da mídia nacional com facilidades nas concessões de canais de radiodifusão – rádio e televisão – privilegiando as grandes empresas jornalísticas que forma os conglomerados vigentes.

A Rádio Diário da Manhã que no início fora um das grandes damas, estava reduzida a uma sucata tecnológica sem forças para manter uma programação competitiva. A derrocada começou com o desinteresse da família Bornhausen pelo negócio da comunicação a partir da década de 1970. Vendera o canal de ondas curtas e na sequência os outros dois canais de rádio: ondas médias e frequência modulada.

Galeria de Fotos – clique para ampliar

Segunda parte: mudança de donos e a “rádio que toca notícia”

Segunda parte: A RBS, detentora da concessão do Canal 12, instalou a TV Catarinense (atual RBS TV Florianópolis) em 1979 e comprou as concessões dos canais (AM e FM) da Rádio Diário da Manhã em 1982.

Na onda média utilizou um sistema de programação popularesca que já mantinha na Rádio Farroupilha de Porto Alegre, com grande audiência. E no canal FM implantou a Rádio Itapema, com programação seletiva de música popular internacional, segmentada nas classes socioeconômicas AB e parte superior da C, com resultados positivos em audiência no segmento e faturamento acima da média do setor.

Em 1990, a Rádio Diário da Manhã foi incorporada à rede CBN, passando a se chamar CBN Diário e lançando a primeira rádio exclusivamente de notícias em Santa Catarina.

Vista parcial da Praça XV: ao centro o prédio do Banco INCO, onde também estava instalada a Rádio Diário da Manhã nos primeiro e segundo andares (atual banco Bradesco)

Vista parcial da Praça XV: ao centro o prédio do Banco INCO, onde também estava instalada a Rádio Diário da Manhã nos primeiro e segundo andares (atual banco Bradesco)

Primeiros Funcionários e Fundadores da Rádio Diário da Manhã

Fundadores: acionistas “Hercília Luz, do comércio; Paulo Konder Bornhausen, estudante; Eduardo Santos Lins, estudante; Acary Silva, bancário e Antônio Carlos Konder Reis, jornalista”.

Primeiros funcionários:

Diretores: Paulo Konder Bornhausen, Francisco Mascarenhas, Laerte Ramos Vieira, Aldo Silva, Victor Márcio Konder e Euclides Simões de Almeida

Contadores: Hidalgo Homero Araújo e Ênio Selva Gentil

Diretor técnico: Lourival Bruno

Auxiliar técnico: Edwin Scott Balster

Serviços gerais: Geni Vasconcelos e dona Lina

Discotecários: Ourivaldo Goulart (Dadica), Dulcinéia Goulart e Neide Maria Rosa

Operadores de som: Sandro Mascarenhas, Diquinho Damiani, Aristides Santos (Cantinflas), Renato Machado Filho e Otaviano Isidro de Oliveira

Operador de transmissor: Osni

Sonoplastas: Cláudio Alvim Barbosa (Zininho), Augusto Borges de Melo e Manoel Bruno Filho (Nezinho)

Produtores: Osmar Silva, Francisco Mascarenhas, Cláudio Alvim Barbosa, Aldo Silva, Gustavo Neves Filho

Contra-regra: Manoel Bruno Filho

Locutores apresentadores: Francisco Mascarenhas, Souza Miranda, Maria Alice Barreto, Ciro Marques Nunes, Carlos del Rio, Nívea Nunes, Iran Manfredo Nunes, Neide Maria Rosa, Carminatti Júnior, Nivalda Jacques (Maria Helena Ribeiro), Dakir Polidoro, José Valério Medeiros, Humberto Mendonça, Alfredo Silva, Eleazar Nascimento, Lygia Santos, Moraes Fernandes

Radiojornalismo: Adolfo Zigelli, Antunes Severo, Walter Zigelli, José Valério Medeiros, Lauro Soncini, Vidomar Cardoso (radiotelegrafista), Augusto Borges de Mello (sonoplasta), Dino Fúlvio Bortoluzzi (rádio-escuta)

Locutores e comentaristas esportivos: Humberto Fernandes Mendonça, Edgard Bonassis da Silva, Gustavo Neves Filho, Alfredo Silva, Rubens Cunha, Fernando Linhares da Silva, Rozendo Vasconcellos Lima, Lauro Soncini e Murilo José

Radioatores: Waldir Brazil, Felix Kleiss, Rozendo Vasconcellos Lima, José Valério Medeiros, Aldo Silva, Gustavo Neves Filho, Edgard Bonassis da Silva, Cláudio Alvim Barbosa (Zininho)

Radioatrizes: Cacilda Nocetti, Alda Jacintho, Tereza Maria, Janine Lúcia, Neide Maria Rosa.

Cantores: Neide Maria, Edy Santana, Claudino Silva, Helinho, Dino Souza, Dário Aguiar, Helena Martins, Luiz Henrique Rosa, Jairo Silva, Luiz Flávio, Dilzo Silveira e Jaime Furlani

Orquestras, conjuntos e regionais: Orquestra Carmelo Prisco (música clássica), Conjunto Melódico Diário da Manhã, Regional do Zequinha, Castelã e Conjunto RDM, Mirandinha e Conjunto

Músicos: Altair Castelã (piano e acordem), Antônio dos Santos Miranda (piano), Aldo Gonzaga (acordeom e piano), Sílvio (Piston), Lucio Cabral (guitarra), Demaria (contrabaixo), Dino Souza (bateria), Álvaro (trombone),Tida (bateria).

“Inauguração” do transmissor Philips de 10.000 Watts de potência em ondas curtas de 31 metros. Carminatti Júnior, Mirandinha, Flores e outros funcionários da rádio assistem a cantora Marlene (rainha do rádio brasileiro) que acaba de quebrar uma garrafa de champanhe no transmissor

“Inauguração” do transmissor Philips de 10.000 Watts de potência em ondas curtas de 31 metros. Carminatti Júnior, Mirandinha, Flores e outros funcionários da rádio assistem a cantora Marlene (rainha do rádio brasileiro) que acaba de quebrar uma garrafa de champanhe no transmissor

Algumas matérias selecionadas sobre a Rádio Diário da Manha e personagens de sua história, com áudio

Programa “As Crianças se Divertem”

José Valério Medeiros, a voz de Vanguarda

Souza Miranda, o eterno radialista

Momentos históricos do rádio ilhéu

Lourival Bruno, em entrevista para Mário Motta na CBN Diário

Sexta-feira é noite de Bar da Noite

Adolfo Zigelli e o programa Vanguarda

Publicações sem áudio:

Ciro Marques Nunes, a versatilidade dos pioneiros

Vanguarda marcou a história do rádio em SC

A fascinação dos programas de perguntas e respostas chega ao rádio depois da TV

Diário da Manhã 50 anos

Mitológica Rádio Diário da Manhã é inaugurada com Emilinha Borba

Veja a lista completa com mais de 60 matérias relacionadas com a Rádio Diário da Manhã já publicadas no Caros Ouvintes

 

2 respostas
  1. V. David Eastman says:

    Em 1964, eu e três outros norteamericanos estivemos em Florianopolis e cantamos no programa “Encontro Marcado” do Iran (Nunes?). Também, fizemos uma gravação da música temática do programa. “Estações de Florianopolis e a Diário da Manhã iniciam neste horário o Programa do Iran (falado)”Encontro Marcado” Novidades e boa música, bate-papo com o fã, cada noite neste horário no Programa do Iran” com a melodia de “Las Mañanitas”. Acho que ainda tenho a gravação guardada em algum lugar.

    Boas memórias de Florianopolis de outrora!

    Um abraço,

    David

  2. André Luiz Pinheiro says:

    Acompanhei por muitos anos a Rádio Diário da Manhã AM, principalmente os grandes locutores que passaram por ela: Nabor Prazeres, Walter Filho, Miguel Livramento e muitos outros. Gostava do programa “Aconteceu” onde o locutor Walter Filho contava uma lenda urbana, gostava também quando era o encerramento do programa, quando ele dizia” Deu pra minha bolinha!” e ele jogava uma bolinha na mesa. Acompanhei também a mudança em 1990, quando a Diário da Manhã tornou-se “CBN Diário” quando se afiliou a Rede CBN, ainda na gestão do Grupo RBS. Saudades da Rádio Diário da manhã”

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