Rádio e tecnologia

Milton – Bom dia, Ethevaldo. Como vai? Ethevaldo – Bom dia, Milton; bom dia, ouvintes. Tudo ótimo. Milton – Ethevaldo, continuamos hoje a falar sobre os 90 anos do rádio brasileiro. E o tema que você anunciou é a evolução tecnológica. Ethevaldo – Os primeiros receptores de rádio eram muito simples. Eram chamados popularmente de rádios galena, que utilizavam um cristal de sulfeto de chumbo e um longo fio de antena. Com eles, a geração de nossos pais e avós descobriu o rádio. Do lado das emissoras, as transmissões só se tornaram plenamente viáveis a partir da invenção da válvula eletrônica de três pólos, pelo engenheiro americano Lee DeForest em 1906. Mas é bom lembrar que, no começo, tudo era analógico e primitivo. As transmissões nasceram em AM, ou amplitude modulada, em ondas longas, médias e curtas. Só depois da Segunda Guerra Mundial surgiram as transmissões em FM, ou frequência modulada.

Milton – Que diferenças tinham as transmissões em ondas longas, médias e curtas?

Ethevaldo – As ondas longas duraram pouco, porque seu alcance não era muito grande e sofriam muita interferência. A Rádio Luxemburgo foi a mais famosa emissora, que transmitia na frequência de 100 kHz, até os anos 1930 e 1940. Em seu lugar, as ondas médias se mostraram muito mais eficientes, mas ainda de alcance menor do que as ondas curtas. Esse tem sido o caso da faixa de AM no Brasil e na maioria dos países, que vai de 550 a 1.700 kHz. As ondas curtas vão de 3.000 a 30.000 kHz. Ou de 3 a 30 MHz, que é a mesma coisa. As ondas curtas tiveram muita importância no passado, por seu alcance de longa distância e cobertura mundial. Por fim, a frequência modulada, ou FM, que tem melhor qualidade, na faixa de 88 a 108 MHz, mas seu alcance não vai além de 30 a 50 quilômetros.

Milton – E o rádio digital, quando chegará ao Brasil?

Ethevaldo – Ah, Milton, na minha opinião, o rádio digital ainda é um sonho. Ninguém sabe quando ele chegará ao Brasil. É provável que a tecnologia nos dê uma resposta adequada em menos de cinco anos. A boa notícia é que existe até uma comissão especial do Ministério das Comunicações para estudar essa tecnologia que, a rigor, não atingiu seu ponto de maturidade. A melhor solução para o rádio digital exigiria a ocupação de uma nova faixa de frequência. E todos os receptores analógicos do País teriam de ser substituídos progressivamente. No futuro, voltaremos a falar da digitalização do rádio, no Brasil e o mundo.

Milton – Até amanhã.

Rádio CBN Brasil | Mundo Digital, com Ethevaldo Siqueira

 

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