Rádio Espírito Santo de Vitória e a radiodifusão no Brasil hoje – 1

Domingos Alfredo Loss

Correspondência enviada 14 de março de 2010 para o senhor Ara Apkar Minassian, Superintendente de Comunicação de Massa do Ministério das Comunicações, como parte da campanha que realizo em prol da radiodifusão brasileira.

Prezado Senhor,
Solicito de V. Sa. atenção especial sobre o que exponho a respeito da Rádio Espírito Santo de Vitória (emissora oficial do Governo do Estado) e de outros assuntos relacionados com situação em que se encontra a radiodifusão hoje no Brasil.

Rádio Espírito Santo de Vitória
Nos seus 70 anos de bons serviços prestados ao povo capixaba a Rádio Espírito Santo tem se destacado não só por ser a pioneira, mas por ter se comportado, em toda sua trajetória, como uma Emissora de Rádio “padrão” do Brasil, com uma equipe de profissionais consagrados na competência plena, com profunda sabedoria em fazer o verdadeiro Rádio de todos os tempos.

Sempre ao lado de cada ouvinte, com informações diversas, nos destaques culturais e educativos muito bem conduzidos, nos momentos mais enfáticos da história do Espírito Santo, no seu progresso e desenvolvimento. Enfim, um trabalho nascido e cultivado por profissionais de reconhecida competência em manter bem informado o povo de nossa terra.

Parabéns aos que fazem até hoje, o melhor Rádio do Estado, com conceitos muito acima, dos que ultrapassam o próprio profissionalismo, com dedicação séria, responsável e respeitável. Que a Rádio Espírito Santo continue a perpetuar os seus 70 anos em tudo que soube fazer bem feito, a um povo totalmente fiel e confiante no seu trabalho.

Entretanto, senhor Superintendente, é necessário que se lhe informe que a emissora oficial do Governo do Estado está com todo material importado (novo transmissor de 50 kW), encaixotado há dois anos, com projetos de instalação aprovados no terreno adquirido para esse fim, faltando apenas o projeto arquitetônico da casa do novo transmissor, sem que ninguém da área administrativa da emissora se preocupe com esse detalhe fundamental.

O Transmissor de 50 kW, importado dos Estados Unidos da América, digital, dos mais modernos, pago totalmente, equivalente a mais de “novecentos mil reais”, está, repito, encaixotado há dois anos, sendo “sucateado” (deteriorando-se por não ter sido colocado em uso). É lamentável que o dinheiro público recolhido da população através de impostos esteja sendo jogado fora por pessoas que parecem desconhecer o que é radiodifusão. Tenho informações de que a Rádio Espírito Santo está pagando FISTEL como se estivesse funcionando já com o novo transmissor de 50 kW, sendo que ainda nem instalado está, pois a emissora está no momento, funcionando com velho transmissor de 20 kW.
Diante do exposto, solicito que se determine a Anatel para que esses equipamentos sejam instalados e colocados em funcionamento ampliando ainda mais os bons serviços já prestados pela Rádio Espírito Santo.

Domingos Alfredo Loss
Técnico de Telecomunicações, ex-radialista aposentado

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Por Antunes Severo

Radialista, jornalista, publicitário, professor e pesquisador é Mestre em Administração pela UDESC – Universidade do Estado de SC: para as áreas de marketing e comunicação mercadológica. Desde 1995 se dedica à pesquisa dos meios de comunicação em Santa Catarina. Criador, editor e primeiro presidente é conselheiro nato do Instituto Caros Ouvintes de Estudo e Pesquisa de Mídia.
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