Rádio nas alturas

O potencial do mercado radiodifusor catarinense aparece a cada ano. Novas ferramentas para o meio, qualificação dos profissionais, e investimentos geram resultados.
Por Luciana de Moraes
Revista da ACP/Setembro de 2005

Este é o objetivo da Central Acaert de Rádio, que presta serviços comerciais às emissoras de rádio de Santa Catarina.

A participação do meio rádio no bolo publicitário é crescente. Uma pesquisa realizada pelo Instituto Mapa, rastreou o volume de investimentos em veiculação publicitária nos meios de comunicação em Santa Catarina.
A participação do setor movimentou uma fatia de 26%, o que equivale a R$108 milhões. As estatísticas só comprovam a força que o rádio ganhou nos últimos anos, principalmente com o surgimento de entidades que depositam esforços para revitalizar o setor e incrementar as vendas.
Com isso surgiu, a idéia de criar a Central Acaert de Rádio, lançada no final da gestão de Paulo Velosso, em 1998. Foi colocada em prática no ano seguinte, na época, no comando de Marcello Petrelli, responsável pela estruturação da Central. “Preenchemos uma necessidade do segmento. As emissoras de rádio de Santa Catarina  precisavam se profissionalizar e atualizar seus setores comerciais. A entidade disponibilizaria uma ferramenta que facilitasse a operacionalidade das agências de publicidade. Para isso, foi formada uma equipe para atender essa demanda do mercado”, explica Petrelli.
Com a implantação da Central, as rádios passaram por um processo de padronização de seus serviços. A entidade desenvolveu um manual de procedimentos com informações sobre o fluxo de operacionalização da prestadora. No material, os credenciados encontram todas as orientações sobre ordem de recebimento, notas fiscais, prorrogações ou até mesmo a perda do recebimento.
Para o gerente executivo da Central, Everson Jugueiro , a experiência têm sido bem-sucedida em todo o Estado. “Atualmente contamos com 183 emissoras de rádio cadastradas. Através de um contrato de prestação de serviços, representamos comercialmente as emissoras para o mercado publicitário. Viabilizamos toda a parte burocrática e conquistamos assim, a confiabilidade das agências”, complementa o gerente.


Ranieri Bertoli: cursos e atualização constante para as rádios.

Bom negócio
Em seis anos de atuação da Central no mercado, o setor já sente significativas mudanças, principalmente as emissoras de pequeno porte.
A começar pelo faturamento. Hoje, as emissoras do interior concentram 63% do volume de investimentos. Mas nem sempre foi assim. O diretor da Rádio Centro-Oeste, de Pinhalzinho, Elmo Zanchet, lembra que antes da criação da Central, as emissoras de interior se encontravam em desvantagem comercial em relação aos veículos da Capital. “A distância e a falta de representatividade da Capital diminuía nossas chances de negócio. Nosso faturamento era pequeno, não tínhamos uma tabela de preços para nos basear. Com a Central, nossa relação com o mercado mudou. O processo aconteceu de forma igualitária e valorizou a mídia rádio do interior”, garante Zanchet.
A valorização do rádio e de seus profissionais estimulou o mercado publicitário a direcionar investimentos crescentes para o meio. Vista como suporte que garante a operacionalidade, oferece abrangência em todo o Estado e facilita a obtenção de informações, a Central assumiu seu papel de intermediadora desse processo. “Sua estrutura nos dá um suporte para colocarmos nossas campanhas no ar, no menor espaço de tempo possível. O volume de trabalho tem sido quase que permanente. Temos tido diversos casos, principalmente concentrados na área pública, de operação bem sucedida, onde há a necessidade de falar com toda a população exigindo assim uma agilidade muito grande por parte da Central e das emissoras de rádio”, relata a coordenadora de mídia da OneWG, Glaucilene Mattos.


Everson Jugueiro: idéia foi bem sucedida e hoje a Central representa 183 rádios

Modelo rádio
A Central Acaert de Rádio figura hoje como referência de gestão do mercado rádio em todo País. A posição estratégica do Estado, aliada a um modelo eficiente de serviços, impulsionou o setor para o ranking das 10 melhores regiões para se investir. Adriano Kalil, diretor da Central de Comunicação, empresa que representa a entidade a nível nacional, resume o trabalho da Central como uma ferramenta facilitadora. “O mercado catarinense ganhou notoriedade e representatividade em todo País porque oferece um produto bom, com qualidade. A peracionalidade dos serviços prestados é exemplo para outras entidades que buscam o mesmo objetivo”, afirma.
Ações paralelas que garantem o bom desempenho do setor são os cursos e eventos atualizantes direcionados para as rádios e os radiodifusores. Exemplo é o Programa de Capacitação das Rádios Associadas à Acaert, desenvolvido pela entidade em parceria com o Sebrae. O projeto foi implantado esse ano e é inédito no Brasil. “O programa é um diferencial competitivo para as rádios, que estão se capacitando para enfrentar a concorrência. Assim, a atualização é permanente e o potencial do mercado catarinense cresce a cada ano”, explica o presidente da ACAERT, Ranieri Moacir Bértoli.
Para o radiodifusor da Rádio Doze de Maio, de São Lourenco do Oeste, César Rosso, os cursos não ensinam apenas técnicas novas, mas injetam uma dose de ânimo nos profissionais do rádio. “Descobrimos que a paixão pela rádio é ainda maior. É um momento de avaliarmos nossa profissão e também uma oportunidade de pensarmos também no ouvinte. Os cursos nos mantêm atualizados, e garantem a qualidade do setor para atuar no mercado”, disse Rosso.

Faturamento Central ACAERT de Rádio

1999 R$ 120 mil
2000 R$ 697.572,00
2001 R$ 1.211.270,00
2002 R$ 971.55,00
2003 R$ 1.771.405,30
2004 R$ 3.929.712,48
2005 R$ 3.270.874,00

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