Rádio: uma idéia que vai se transformando

Falando na abertura da décima edição do Seminário da Qualidade do SindiRádio em Porto Alegre o professor Luiz Artur Ferraretto “comandou uma verdadeira viagem pela história do rádio” destacou o jornal do Sindicato das Empresas de Rádio e Televisão no Estado do Rio Grande do Sul. Segue a matéria do jornal: provando ser um apaixonado pelo rádio Ferraretto apresentou áudios e locuções de diferentes estilos e mostrou que esse veículo de comunicação tem evoluído e se transformado ao longo dos anos para se adequar às novas tecnologias. Ferraretto apontou que o rádio já foi muito menos falado, mas que mudou graças a evolução dos meios de comunicação. “O rádio já foi um texto lido, mas mudou. Quando a TV começou, perdemos um papel e ganhamos outro jeito de fazer rádio, passamos ao rádio falado”, assinalou ele.

O palestrante destacou ainda que o rádio não pode mais ser visto apenas como um meio de comunicação sonora e destacou a multiplicidade de conteúdo que oferece, deixando claro que o rádio é, acima de tudo, um campo de experiência comum e que hoje está presente em vários meios, como o celular e a internet, quebrando paradigmas. “O rádio é uma coisa muito simples e, ao mesmo tempo, muito elaborada, porque não passa de uma ideia que vai se transformando”.

O público pode também acompanhar passagens desde a popularização do rádio, entre as décadas de 1930 e 1950, até a chamada reação do veículo, nos tempos atuais. Ferraretto passeou pela linha do tempo e mostrou que o rádio enfrentou a popularização da TV e da internet, e firmou-se como veículo e manteve seu papel fundamental. Em tampos de convergência, segundo ele, uma das saídas para o rádio é apostar na regionalização e, assim, atrair ainda mais ouvintes. “Em rádio se fala para a comunidade, mas não podemos esquecer-nos de sermos globais na notícia, na nostalgia, nas tendências e até na área comercial”, enfatizou o professor.

Quanto ao conteúdo do que as emissoras transmitem Ferraretto mostrou que passamos da época da radionovela para a era do radiojornalismo e, agora, caminhamos para o fortalecimento do rádio popular, diversificado e com os olhos no que a comunidade espera. Outro aspecto destacado foi a importância da informação, a análise crítica dos fatos que estão acontecendo. “Hoje todos somos mais visuais e nosso ouvinte também. O futuro do rádio, então, passa pela retomada da atenção dos jovens e utilização do rádio na web. O importante é termos sempre em mente que o rádio é companhia”.
 
Ao responder as perguntas do público, ele falou ainda da questão comercial do rádio na internet e sobre a importância de as emissoras se inserirem nas redes sociais. O palestrante apontou que, uma vez que o rádio vive mais de promoções do que de anúncios, uma boa saída para aprimorar a parte comercial na internet é apostar nos podcastings, transformando-os em produtos: “Criar produtos específicos para a internet é mais importante do que ter a rádio na internet.

As emissoras também devem desenvolver suas próprias redes sociais. Se a TV fez o papel de mudar o rádio, a internet fez o ouvinte mudar”, finalizou. (Notícias. Jornal do SindiRádio, nº 70 – Agosto 2010)

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Por Antunes Severo

Radialista, jornalista, publicitário, professor e pesquisador é Mestre em Administração pela UDESC – Universidade do Estado de SC: para as áreas de marketing e comunicação mercadológica. Desde 1995 se dedica à pesquisa dos meios de comunicação em Santa Catarina. Criador, editor e primeiro presidente é conselheiro nato do Instituto Caros Ouvintes de Estudo e Pesquisa de Mídia.
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