Radioamadorismo

O padre-cientista Roberto Landell de Moura, inventor injustiçado e ainda pouco conhecido, antes de Marconi fez experiências de transmissão da palavra à distância, sem fio, da Avenida Paulista ao alto de Santana, numa distância aproximada de oito quilômetros.
Por Antonio Paiva Rodrigues

  Embora o italiano Guglielmo Marconi seja reconhecido como o inventor do telégrafo sem fio (radiotelegrafia), Landell de Moura no final do século XIX, exibia aparelhos capazes de transmitir não só sinais de código Morse à distância, sem fios, mas também a voz humana, música e quaisquer outros ruídos. Ele é o verdadeiro inventor do rádio sem sombras de dúvidas.
O caso Landell de Moura muito se parece ao de Santos Dumont, que para os franceses foi o inventor do avião, enquanto os americanos asseguram que eles foram autores dessa proeza.
O mundo do rádio é muito apaixonante e vasto. Talvez seja o meio de comunicação mais conhecido e ouvido no mundo.
Essa introdução serve de referência para o assunto que vamos tratar e que tem prestado grande serviço a sociedade, tanto em salvamentos ou comunicações de grandes catástrofes e outros serviços benéficos à população. Falo de radioamadorismo.
Radioamador ou radioamadora é a pessoa habilitada legalmente para operar uma estação de radiocomunicações amadora. O órgão responsável pela regulação do serviço de radioamador no Brasil é a Agência Nacional de Telecomunicações . ( ANATEL )
O radioamadorismo é um hobby científico com diversas modalidades. O radioamador é a pessoa que procura manter funcionando uma estação de radiocomunicação , ora para comunicados e conversas informais bem como para concursos e competições nacionais e internacionais.
Além dos “bate-papos” e contestes , o radioamador pode auxiliar as autoridades da Defesa Civil nas situações de risco e calamidades públicas, levando as comunicações aos mais longínquos rincões; por exemplo, no interior da Amazônia ou da Savana Africana , aliás, no mundo inteiro. A linguagem utilizada obedece ao Código Fonético Internacional e ao Código Q.
Ambos são muito utilizados por radioamadores no mundo inteiro na troca de informações e mensagens tanto em curtas quanto em longas distâncias. Esses mesmos códigos são utilizados também pelos operadores de serviços diversos, tanto civis quanto militares, sejam profissionais ou empresariais.
O radioamadorismo além de hobby é um precioso auxiliar nos serviços de pronto-socorro e de orientação a aeronaves e navios perdidos ou fora de rota.
Todo serviço de comunicação opera sob normas técnicas nacionais e internacionais. No radioamadorismo as modalidades técnicas se servem dos sistemas FSK, FM, AM, CW e SSB-USB/LSB para os modos digitais. Existe também a tecnologia para o acesso via internet com o uso de softwares e módulos SSTV, PACKET, que também acontece na operação via satélite.


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Por Antonio Paiva Rodrigues

Bacharel em Segurança Pública, gestor de empresas e jornalista integrante das associações de Ouvintes e de Imprensa, do Sindicato dos Jornalistas e da Academia de Letras dos Oficiais da Reserva do Ceará. Poeta, ‘também autor de seis livros. Colunista do Caros Ouvintes tem se dedicado à pesquisa da história do rádio.
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