Rádios comunitárias: quem paga as contas?

Rodrigo Paulo

As rádios comunitárias não recebem subvenção ou ajuda dos governos federal, estadual e municipal, ou de quaisquer outros órgãos públicos. Não ganham energia elétrica, internet, telefone, aluguel das salas onde estão instaladas e nem para pagar os impostos cobrados pelo Ministério das Comunicações. As rádios comunitárias sobrevivem graças às contribuições de entidades também comunitárias e de alguns empresários, que não são muitos. Mas, são as rádios comunitárias que abrem espaços para artistas locais – cantores, músicos, compositores, poetas e escritores; são as rádios comunitárias que divulgam o que acontece no cotidiano de suas comunidades; são as rádios comunitárias que dão os avisos, noticiam os nascimentos, casamentos e falecimentos dos seus ouvintes. Nós sabemos como é importante ter uma programação diversificada e de qualidade superior, mas também sabemos quantos entraves existem para que possamos ter patrocínios em forma de apoio cultural. Lamentavelmente, a grande maioria, quase a totalidade das emissoras comunitárias de Santa Catarina está falida, inviabilizada ou a caminho do silêncio, mantendo excluída a parte da população que trabalha e sustenta o crescimento da Nação.

(*) rpsproducoes@hotmail.com

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Por Antunes Severo

Radialista, jornalista, publicitário, professor e pesquisador é Mestre em Administração pela UDESC – Universidade do Estado de SC: para as áreas de marketing e comunicação mercadológica. Desde 1995 se dedica à pesquisa dos meios de comunicação em Santa Catarina. Criador, editor e primeiro presidente é conselheiro nato do Instituto Caros Ouvintes de Estudo e Pesquisa de Mídia.
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7 respostas
  1. Cirio Hippler says:

    As emissoras normais recolhem seus impostos, pagam Ecad, FUNCIONÁRIOS, INSS, FGTS, luz agua telefone, e não é pouco. e Quando foi-lhes dada a Licença, foram obrigados a assinarem que devam reservar diariamente os horários da Voz do Brasil, e ainda os horários Politicos, e horários para Cultura. Mesmo assim arrumam dinheiro, para pagar as contas, e As Comunitárias está na lei, que não podem cobrar, e como querem se instalar, se existe a lei de não poder, cobrar, apenas com doações d entidades os particulares, e agaora estão chorando, deviam pensar antes de adquiri os equipamentos, e se for apenas por hoby, aguentar as consequencias. Um abraço

  2. Cirio Hippler says:

    Aqui em Coronel Martins tem uma Radio Comunitária, cujo som chega a São Lourenço do oeste, por isto acho que está fora das normas. e em Galvão tem outra mas esta é de som bem baixo, creio que esteja dentro das normas, em bora creio que nenhuma tenha licença do Orgão Competente

  3. Mário Osny Rosa says:

    Quando se fala na Rádio Comunitária uma inovação na radiodifusão brasileira e sabe como surgiu está modalidade.
    , tudo foi um descuida do MC que em certa data permitiu que as emissoras de FM conseguissem transmitir com maior potência ela passou ser regional em todo o Brasil e ainda transmitindo em cadeia com grandes grupos com um custo zero no seu sistema operacional, deixando o ouvinte local sem noticias locais, sem estúdio sem locutores permanentes.
    E com isso negligenciando os profissionais sem dar emprego, tudo em nome do lucro fácil.
    Na época eu chamei atenção o MC do sério problema que seria ocasionando a partir daquele momento, quando funcionário do MC.
    Brevemente divulgarei uma crônica, com um trabalho, mais profundo com uma análise mais detalhada sobre este tema.

    mosnyoiram@gmail.com

  4. EDUARDO DE CARVALO says:

    ola, agui em Inhumas, estado de Goiás existe a consessão de duas fm bem potente, porem elas enviaram os estudio para Goiania e desconhecem que é de Inhumas, para mandar um abraço pra cidade Natal, so se algum ouvine daqui ligar la e pedir um abraço…..so ficou o transmissor atrapalhando a radio comunitaria que trabalha com baixa potencia e ondas vazadas destas emissoras quase que engole a nossa comunitaria.

  5. NOEMIA DA SILVA GEREMIA says:

    AS RADIOS COMUNITARIAS NA SUA MAIORIA SEMPRE FUNCIONARAM E FUNCIONAM DE CONFORMIDADE COM A LEGISLAÇAO ATINENTE A MATERIA, SENDO QUE A RADIO COMUNITARIA DE CORONEL MARTINS ESTA FUNCIONANDO DE ACORDO COM AS NORMAS E COM A DEVIDA AUTORIZAÇAO DO MINISTERIO DAS COMUNICAÇAOES.SOBREVIVE DOS APOIS CULTURAIS.

  6. osvaldo alves (@AlvesRadio) says:

    espero que as autoridades reconhesa que todos enteriores necesita pelos menos de uma radio comunitaria aqui em rio real na bahia eu venho lutando parara conseguir uma concensão quando minha Associacão foi plublicada nu diario ofisial da uniao eu enviei toda documentcão enviei u projeto tequinoco ate hoje não tive resposta de nada so du resibido du ministerio maisestou esperando u numero du prosesso mais ate agora nada espero que jere este numero do prosesso que eu quero ver como anda minha situasõa e as autoridade reconheça que uma radio comunitaria cem fins lucrativo vai vive de quer minhas crianças esão necesitando desta comunitaria são 50, crianças dimanhan e ditarde não so empregado nem aposentado que deus abensoi uministro das comunicacoes dr. paulo bernado que não seija muito rijido nas documentasão das comunitarias parabens ministro Adimiro seu trabalho…

  7. Vini Sanches says:

    Nobres colegas.
    As emissoras comunitárias estão ai , não há mais como fugir, criaram regras sem sequer estudar com mais afinco e definir padrões para serem seguidos.
    A perseguição ocorre somente em algumas praças, pois se fizerem um estudo bem complexo irão descobrir que na maioria das cidades as rádios comunitárias estão na mão dos grandes radiodifusores, porém onde isso não ocorre há sim uma grande busca por destruir e denegrir a imagem.
    Uma rádio, seja ela grande, pequena tem despesas, isso não tem como fugir, agora o que não da pra entender é o por que de a ABERT e outras entidades estaduais gastam tento tempo querendo “ferrar” os pobres coitados, isso mesmo, em sua maioria pobres coitados que fazem das tripas coração para poder ajudar suas comunidades…Não lhes é justo receberem para isso?
    Gostaria de falar mais sobre o assunto mas da pra escrever um livro aqui…
    As regras precisam ser revistas urgentes

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