Ramiro Gregório da Silva, um exemplo como poucos

No conjunto, a história da radiodifusão de Santa Catarina está repleta de exemplos de pioneirismo e empreendedorismo. Mas, são poucos os pioneiros que ainda estão na ativa com o mesmo ímpeto e garra. Ramiro Gregório da Silva, blumenauense criado em Jaraguá do Sul desde garoto se destaca pelo interesse, curiosidade e capacidade de se expressar com fluência e simpatia. Conservando essas características, hoje aos 74 anos e ainda no batente,  Ramiro recebe sucessivas homenagens dos lugares por onde tem passado e dos amigos que continua cultivando com aquele jeito simples e despretensioso de Vovô Chopão – como aquele personagem símbolo da Oktoberfest de sua cidade natal.

Homenagens como a que recebeu do ex-colega de rádio e jornalista Álvaro Correia, atualmente articulista do jornal Cruzeiro do Sul que se edita na cidade de Gaspar. Foi nessa cidade vizinha à Blumenau que Ramiro enfrentou o seu primeiro grande desafio: instalar e depois gerenciar uma emissora de rádio.

Falando ao Caros Ouvintes ele teve a oportunidade de rememorar aqueles momentos de grande emoção e trabalho: “Antes de completar um ano de casa (começou como locutor na Rádio Clube de Blumenau) nas então Emissoras Coligadas de Blumenau, o diretor o diretor técnico Cuca me deu a incumbência de instalar e depois gerenciar a Rádio Clube de Gaspar. Dá árdua tarefa fazia parte comprar os componentes técnicos, torre, estais, cabos elétricos e até mesmo auxiliar na “fabricação” de dezenas de componentes elétricos. Foi uma verdadeira aventura solucionar o problema do revestimento acústico do estúdio e montar a primeira grade de programação da emissora”.

E você tinha alguma experiência com essa mais técnica do projeto?
– Nada. Tudo coisa que eu nunca tinha feito. Mas, aceitei o desafio. Sofri muito devido, por exemplo, a dureza dos cabos (de aço) que suportam a torre; nunca havia lidado com aquilo.

Assim a Rádio Clube de Gaspar foi para o ar como pioneira responsável por boa parte da identidade e do desenvolvimento social e econômico do município situado a menos de 15 quilômetros de Blumenau. “De fato ocorreu uma mudança no status da cidade e no comportamento da população que se sentia eufórica com a implantação de sua emissora de rádio”, assinala Ramiro.

Leia mais sobre a homenagem a Ramiro Gregório da Silva no artigo “Homens que fizeram história” de Álvaro Correia, publicado na edição da primeira semana e maio de 2009 no jornal Cruzeiro do Vale.

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1 responder
  1. J.B.Telles says:

    Caros Ouvintes…ou seriam leitores?
    Que bom ler sobre o Ramiro. Tive o privilégio de aprender com ele em duas oportunidades. Na Rádio Cultura, de Joinville, de 1967 à 1969. Que saudades daqueles tempos da nossa Seleção RC…com o Ramiro no comando. Tinha o Marco Antônio (grande repórter); o José Eli Francisco (plantão de primeira qualidade); o Pedro Lopes, narrador até hoje insuperável em Santa Catarina; o Nerval Pereira (que comentarista) e uma retaguarda técnica de primeira linha. No comando, o Ramiro. Mais tarde, na década de 80, na Rádio Guarujá (Fpolis). Uma escola permanente do rádio. Aliás, foi na emissora que o Ramiro instalou “a ZYT-27 Rádio Clube de Gaspar, uma das emissoras coligadas de Santa Catarina” que comecei no rádio, em 1961, depois de passar no teste num gravador Geloso, com o Ademar de Souza.

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