Ramiro, o colecionador

Ramiro Gregório da Silva, velho guerreiro e amigo de fé é também um colecionador de amizades. Semana passada (9/8/2006), chega aos 71 anos rodeado de amigos, familiares e colegas de trabalho. Não pude estar presente, como gostaria, mas ele sabe o quanto vale a nossa amizade e o carinho que tenho por tudo que faz e representa. Por isto este registro, que acredito seja também a voz dos nossos caros ouvintes.
Por Antunes Severo

Profissionalmente sou seu admirador desde quando montou a Rádio Cultura de Joinville, em 1958. A Rádio Cultura de Joinville, assim como a (nova) Rádio Difusora de Itajaí de 1960 mudaram o panorama do rádio no estado. Antes, só a Rádio Diário da Manhã, em 1955, havia causado tão grande transformação.


Ramiro e dona Lôla com as filhas Marlise e Lucienne e o genro Cesar (genro).
Não estão na foto os netos João Guilherme e João Gabriel, que são os “dodói” do casal…

Neste registro, destaco trechos do texto que o Ronaldo Corrêa escreveu no passado quando Ramiro entrava na marca dos 70 amos. E Ronaldo justificava – como se preciso fosse: “Estou enviando essas informações porque acredito que exemplos de tenacidade e paixão pelo que faz como os do Ramiro, merecem a nossa homenagem”. São do Ronaldo os trechos da matéria que destaco a seguir.
”Veterano só na força da expressão, Ramiro é um dos nomes mais
respeitados da rádio difusão na região Sul do Brasil e, em Santa Catarina, reconhecido pela obstinação com que toca seus projetos de vida. De todos, sem dúvida, os mais importantes estão relacionados com o rádio, sua grande paixão”.
”Vice-presidente da regional da ACAERT – Associação Catarinense de Emissoras de Rádio e Televisão, entidade que ajudou a fundar, e atuando como coordenador de Comunicação da Fundação Cultural de Joinville, Ramiro Gregório da Silva teria todas as condições de apenas saborear o merecido descanso de um guerreio que praticamente dedicou sua vida inteira ao rádio.

Afinal, são 54 anos ao microfone, completados em 10 de fevereiro. Um recorde em termos de Santa Catarina. Mas Ramiro pensa diferente como um jovem que ainda insiste em sonhar com uma comunicação cada vez mais dinâmica e comprometida com o desenvolvimento social”.


Ramiro com a esposa dona Lola.

”Essa é uma história que começou em 1952, na Rádio Jaraguá, de Jaraguá do Sul, depois de atuar como calouro nas rádios Guairacá e Clube Paranaense, ambas em Curitiba. Desde então, passaria pelo grupo Emissoras Coligadas de Santa Catarina – de 1953 a 1958 – nas rádios Clube (Indaial), Clube e Difusora (Blumenau), Clube (Gaspar, hoje Sentinela do Vale) e Araguaia (Brusque). Em Joinville, onde está desde outubro de 1958, Ramiro se destacaria também como um empreendedor. Assumiu a instalação e a gerência da Rádio Cultura AM até junho de 1961, de onde saiu para trabalhar na Fundição Tupy como vendedor externo. Na empresa, passaria a assistente de gerência de
vendas, chefe do escritório de São Paulo e diretor de Propaganda e Relações Públicas. No período em que residiu em São Paulo, Ramiro simultaneamente trabalhou como jornalista, redator e locutor na Rádio Nacional (hoje Globo), Imperial Discos (Odeon) e na Indiana Cinematográfica, como produtor e narrador de documentários para cinema”.
”Em junho de 1964, retornaria de São Paulo para reassumir o cargo de diretor superintendente da Rádio Cultura, sendo também acionista minoritário.
Permaneceu na emissora e no cargo até dezembro de 1982, completando, nos dois períodos, 21 anos de casa. Nesse período, em 31 de março de 1979 inaugurou a Cultura FM a primeira rádio FM de Joinville, com 20 KW de potência, na época a mais potente do Estado. De 1983 a 1985 trabalhou na Rádio Colon AM como comunicador de jornalismo. De 1985 a 1995 foi acionista e diretor superintendente da Rádio Difusora de Joinville, período em que exerceu, simultaneamente, a direção das Rádios Guarujá e Antena 1, ambas de Florianópolis. Foi igualmente produtor e apresentador dos programas “Nosso Encontro” (musical noturno) e “Tudo na Medida Certa” (jornalismo matinal), em períodos distintos, na Rádio Floresta Negra FM e na Colon FM”.
”Na vida pública, foi secretário de Turismo de Barra Velha, ocupando a mesma função em Joinville na administração do prefeito Luiz Gomes. Passaria a ocupar a chefia da Assessoria de Comunicação Social da Prefeitura de Joinville na administração Wittich Freitag”.
”De janeiro de 1997 a junho de 1998, Ramiro foi nomeado diretor de
radiodifusão educativa na estrutura da Fundação Cultural de Joinville,
quando ocupou o cargo de diretor técnico e executivo da Rádio Udesc
Educativa. Posteriormente, trabalharia na obtenção de outorga e implantação de uma nova emissora educativa e cultural, exclusivamente para a Fundação Cultural de Joinville, projeto já aprovado e outorgado junto ao Ministério das Comunicações. Atualmente, Ramiro desenvolve atividades visando a instalação de uma emissora de rádio comercial em Barra Velha (Aquarela FM)”, cuja licença foi outorgada há dois meses atrás.
”Ainda no rádio, no período de 2003 e 2004, atuou como correspondente da Rádio União, de Blumenau, produzindo e transmitindo diariamente ao vivo boletins sobre assuntos de economia, negócios, política e cultura”.
”A participação na comunidade rendeu a Ramiro Gregório da Silva o
reconhecimento como Cidadão Honorário de Joinville pela Câmara de
Vereadores, em 27 de outubro de 2003, e a Ordem da Machadinha do Corpo de Bombeiros Voluntários de Joinville, entre outras distinções”.
As fotos que ilustram esta matéria são do acervo da família, cedidas pela filha Marlise.


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