Recordações de quem viveu a era do rádio

Pesquisa realizada no Curso da Maturidade, da Faculdade Estácio de Sá, fez as entrevistadas voltarem no tempo. O rádio desempenhou um papel importante na vida de 70% das estudantes da turma de teatro do professor Ricardo Von Busse.

“Em 1963 o rádio era como um membro da família, a gente acordava com ele e sempre dormia escutando rádio. Na Hora do Brasil a gente não podia conversar para escutar tudo que era transmitido e cada um de nós – somos cinco irmãos – tínhamos que relatar com nossas palavras o que tínhamos aproveitado”.

Algumas das entrevistadas lembram de histórias divertidas como a da amiga adolescente que se apaixonou perdidamente pelo locutor somente pela voz. “Ela chorava, gritava e queria desmaiar” afirmou uma delas.

Para outra, o rádio traz boas recordações de sua infância: “Uma vizinha que possui um rádio nos convidava para ouvir a radionovela “O Direito de Nascer”. Lá pelos anos de 1955 ou 1956, eu com 5 ou 6 anos de idade, escutava atentamente imaginando como seriam os personagens. Mais tarde, realizando um sonho, meu pai comprou um rádio”.

As Rádios Diário da Manhã e Guarujá apareceram na pesquisa como as mais ouvidas durante o período de 1943 a 63.

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