Relatório da ONU destaca Brasil em uso recorde de microseguros

Documento da Organização Internacional do Trabalho, OIT, revela que 500 milhões de pessoas são beneficiadas em todo o mundo.

MÍDIA | Camilo Malheiros Freire, da Rádio ONU em Nova York*

Um relatório publicado, nesta terça-feira, pela Organização Internacional do Trabalho, OIT, sugere que o Brasil tem uso recorde de microseguros. Segundo a agência, estes seguros são destinados a pessoas de baixa renda para protegê-las de desastres naturais, acidentes fatais e outros sinistros. De 2007 a 2011, o número de segurados cresceu mais de seis vezes, para 500 milhões. Em Genebra, a porta-voz da OIT, Sarah Bel, falou sobre os países que utilizam o microseguro. Segundo Sarah Bel, o Brasil foi um dos países onde o número de segurados aumentou. A China e a Índia são outros exemplos de países emergentes que fazem uso do seguro.

O relatório afirma que embora o sistema de microseguros não deva quebrar, completamente, o ciclo da pobreza, ele é uma ferramenta importante na luta contra a miséria.

Uma das iniciativas da OIT para aumentar a quantidade de pessoas seguradas foi lançada em 2008.  Uma ação apoiada pela Fundação Bill e Melinda Gates que tenta aumentar o número de seguros de qualidade para famílias de baixa renda no mundo inteiro.

Em novembro passado, o Rio de Janeiro foi sede da 7ª Conferência Internacional de Microseguros, reunindo especialistas na área, vindos de 52 países.

* Apresentação: Mônica Villela Grayley.

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Por Antunes Severo

Radialista, jornalista, publicitário, professor e pesquisador é Mestre em Administração pela UDESC – Universidade do Estado de SC: para as áreas de marketing e comunicação mercadológica. Desde 1995 se dedica à pesquisa dos meios de comunicação em Santa Catarina. Criador, editor e primeiro presidente é conselheiro nato do Instituto Caros Ouvintes de Estudo e Pesquisa de Mídia.
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1 responder
  1. Alexandre Cedirian - Especialista em Microseguros says:

    Essa já é uma realidade na Brasil. Temos diversas operações de microseguros no país, me a tendencia é de cada vez mais o publico de baixa renda e os que emergiram para a classe C acessem esse tipo de serviço. Ainda falta muito no quesito distribuição, as ações são limitadas a poucas redes de varejo, ao atendimento de acordos coletivos de uma ou outra categoria de trabalhadores, a uma companhia de concessão de serviços publicos e cartões de desconto, mas o importante é que temos muito a desenvolver e avançar na proteção destas pessoas. E para que isso de resultado é preciso mais ações de campo, com incentivo e participação de seguradoras, mas sempre com a presença e acompanhamento dos corretores de seguros.

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