Remake

O remake é uma ferramenta que os programadores de televisão usam com frequência para ajustar a audiência onde ela vem fraquejando. A Rede Globo já lançou mão várias vezes do remake, trazendo de volta novelas que fizeram sucesso em outras épocas. A última a entrar em cena é Gabriela de Jorge Amado, um grande sucesso que mostrou todo o talento de Sônia Braga e um elenco de excelentes profissionais. Em outras ocasiões trabalhos de escritores como Dias Gomes, Janete Clair, Ivani Ribeiro etc. foram objeto de regravações e obtiveram o mesmo sucesso que o registrado em sua primeira exibição.

Quem assistiu, vai assistir novamente para lembrar bons momentos, fazer comparações e ter assunto para conversar com amigos e vizinhos. Afinal conversar com amigos e vizinhos é uma prática que em algumas cidades esta ficando fora de uso. Se o remake ajudar na aproximação das pessoas, já cumpriu uma boa parte de seu papel.

Mas, não é só isso. A reprise de novelas com outros diretores e artistas permite a observação da grande evolução na produção, direção, interpretação e toda a tecnologia que a televisão utiliza para colocar suas novelas, num padrão comparável as produções cinematográficas de alto nível. E não é só nas novelas que o remake aparece na programação televisiva. Está em exibição nos canais pagos a série Dallas, mostrando caras novas e velhas num mundo de intrigas e disputas que marcaram época na televisão mundial.

Pena que o remake não tenha os mesmos bons efeitos entre os programas de humor. Na televisão brasileira que sente a falta de Chico Anysio, Golias e tantos outros, o humor ficou triste e grosseiro. Está faltando talentos para escrever e bons interpretes para reprisar os bons momentos do humorismo, que foram embora com seus melhores interpretes.

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Por Antunes Severo

Radialista, jornalista, publicitário, professor e pesquisador é Mestre em Administração pela UDESC – Universidade do Estado de SC: para as áreas de marketing e comunicação mercadológica. Desde 1995 se dedica à pesquisa dos meios de comunicação em Santa Catarina. Criador, editor e primeiro presidente é conselheiro nato do Instituto Caros Ouvintes de Estudo e Pesquisa de Mídia.
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