Remuneração não, recompensa sim

Você já fez algo pelo simples fato de querer fazer, sem receber nada em troca? Há algum tempo fui estimulada por uma professora para o trabalho voluntário, que era também um exercício de aula. O semestre terminou; o voluntariado não. E vieram outros. Essa coluna, por exemplo, é feita por livre e espontânea vontade da autora. No caso, eu mesma. E a recompensa, que não é uma remuneração, nem se assemelha, é o prazer pelo simples feito. E ainda por cima, favorece alguém que precisa do seu trabalho, mas que não pode pagar, efetivamente, por ele, os honorários.

Caro ouvinte

O resultado do seu trabalho pode tomar várias formas, entre elas, a de um salário. Os honorários em forma de cédulas, ou cheque, ou apenas o valor que você vê creditado na sua conta na tela do caixa eletrônico uma vez ao mês. Mas há outras formas, menos comuns, como por exemplo, o saldo positivo que você soma consigo mesmo por realizar algo bom, que seja feito pelo simples prazer de fazê-lo em prol de outra pessoa. A isso se dá o nome de trabalho voluntário.

Em alguns casos, essa atitude pode significar muito mais do que “fazer o bem sem olhar a quem”. E a pessoa mais beneficiada, em qualquer tipo de trabalho voluntário é quem o executa. Isso funciona como um espelho de benevolência. Bate e volta.

Existem diversas atividades voluntárias que podem ser feitas por qualquer pessoa. A tecnologia sugere, inclusive, atividades online. O primeiro passo é querer e dispor de uma dose generosa de comprometimento. Porque o trabalho voluntário deve ser contínuo. O segundo passo é procurar a instituição certa para o tipo de trabalho que você gostaria de desenvolver. Depois é necessário conhecer o local, sua missão, os valores, e para quem ela presta serviço. Saber o ponto final é tão importante quanto conhecer o caminho. Todos os processos de adaptação são indispensáveis.

E o resultado nunca muda. O benefício próprio ocorre na mesma proporção do bem que se faz ao outro.

Como eu já disse aqui, o voluntariado que eu faço hoje começou com um trabalho da faculdade. E quando o semestre acabou, vi o quanto era bom o que eu fazia, bom pra mim e pra quem o era feito. E resolvi não parar. Hoje vejo que desenvolvi uma necessidade pessoal de fazer cada vez mais e melhor o que eu comecei quase por brincadeira, só para ganhar uma nota.

Vale acrescentar que o trabalho voluntário é uma maneira de você desenvolver aptidões e engordar o seu currículo. Sabemos que nem todas as empresas e órgãos públicos hoje em dia valorizam o que os funcionários fazem além daquilo que é a sua obrigação. Um servicinho extra dificilmente é recompensado, quando visto.

Com o trabalho voluntário isso não acontece. Pois é você que escolhe quanto pode fazer, e isso é o que determina a recompensa que se tem. Nesse caso, a dedicação pessoal é o termômetro da gratificação. Eu posso garantir que nunca saí no prejuízo.

Uma ótima semana, e até breve!

1 responder
  1. rubia says:

    Jaqueline. parabéns! somos sortudas em fazer o que amamos. poucas pessoas conseguem sequer gostar do que fazem.
    A paga é interior e evolui o ser.
    Esta verdade infelizmente não é manchete de jornal, nem editorial, nem destaque nos programas radiofônicos, mas… são sempre destaque dentro de cada um de nós.

    Abraço fraterno. Rúbia Vasques.

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