Renato Mazânek em Ondas Curta e Média sem Delongas

Está em fase de conclusão o novo livro de Renato Mazânek de quem estamos reproduzindo em forma de capítulos o seu trabalho “Ao Vivo e sem Cores – Nascimento da Televisão do Paraná”, lançado em 2004. A notícia do novo livro “vasou” quando o Renato pediu ao Célio Guimarães que lesse os originais. Célio, também radialista dos tempos tempos que não voltam mais, não aguentou e escreveu no site Paraná Online o revelador artigo que repercutimos aqui. Antes de passar à leitura, é preciso registrar que o artigo foi “flagrado” no Blog do Paulo Branco, a quem abraçamos e cumprimentamos pelo belo trabalho que vem fazendo em favor d rescuperação da memória e da história da radiodifusão no Brasil. Com a palavra o bom camarada Célio Heitor Guimarães.

Renato Mazânek, que já nos contara a história da TV do Paraná, que ele ajudou a fazer “Ao Vivo e sem Cores”, Edição Digital, 2004, acaba de colocar o ponto final na história do rádio paranaense, da qual foi igualmente personagem importante. “Ondas Curta e Média sem Delongas”, escrito com carinho e impressionante riqueza de informações pelo nosso Renatinho, deverá estar à disposição da distinta freguesia o mais tardar no início do próximo ano.

O autor ofereceu-me a honra de ler os originais. Fiquei emocionado. Não apenas pela oportunidade de reviver uma saudosa época, de glórias e realizações, mas pela generosidade de Renato ao incluir-me entre os personagens do precioso relato. Fui radialista, com muito orgulho e satisfação, por quase vinte anos. “Locutei” em alguns dos mais importantes prefixos da cidade nas décadas de 50/70, quase todos hoje fora do ar, como os das rádios Santa Felicidade, Guairacá, Colombo, Ouro Verde, Cruzeiro do Sul e Independência. Muita gente já se aventurou a escrever a história do rádio desta terra, mas nunca fui sequer citado. Agora, vem o velho Mazânek de tanta luta e criatividade e me inclui, já de início, entre as “vozes-padrão” do sem-fio nacional, junto de notáveis do quilate de Alcides Vasconcellos, Elon Garcia, Ivan Curi, Nicolau Nader, Camilo Jorge, Souza Miranda, Antunes Severo, Orlando José, Pedro Washington, Sérgio Luiz, Sérgio Fraga, Irene Morais, Tônia Maria, Nilda Ferreira, Heron Domingues, Luiz Jatobá e Ramos Calhelha!…

Coisa de amigo, com certeza.Mas Renato Mazânek não se limita a homenagear-me, por suposto. Realizou um trabalho de fôlego, provavelmente o mais completo já feito por estas bandas. Pretendeu registrar a sua participação pessoal na heroica jornada, mas acabou reportando o auge do rádio no Paraná. E não apenas no Paraná, mas no Brasil e no mundo, desde os primeiros sinais de comunicação, representados por movimentos de fumaça e formas sonoras.

Fez mais: reafirmou, com fatos, que o rádio, até hoje o mais importante e eficiente veículo de informação e entretenimento, foi na verdade inventado por um brasileiro, o padre gaúcho Roberto Landell de Moura, embora a glória tenha ficado com o italiano Gugliermo Marconi.

Em ondas curtas, médias e longas, Mazânek fala do telégrafo, dos primeiros radioamadores e do rádio-galena, e lembra nomes quase esquecidos, como Lívio Gomes Moreira, Jacinto Cunha, Aluízio Finzetto, José Wanderley Dias, Artur de Souza, Moacyr Amaral, Souza Moreno, Jair Brito, Romualdo Ouzaluk, Euclydes Cardoso, Paulo César, Abel Scuissiato, Humberto Lavalle, Belarmino e Gabriela, Lourival Portela Natel, Ronald Stresser, Alcindo Palhares, Hamilton Corrêa, Herrera Filho, Sech Júnior, Eugênio Felix, Hélcio José, Rolf Mário, Claudete Barone, Maurício Fruet, Moraes Fernandes, Archimedes Macedo, Machado Neto, Aloar Ribeiro, Rinoldo Cunha, Rocha Braga, Medeiros Filho, Osny Silveira, Clemente Comandulli, Martins Rebelato, Azor Silva, Cláudio Todisco e tantos outros.

E as deliciosas histórias reunidas por Renatinho? Não devo estragar o prazer da futura leitura, mas não resisto contar uma delas: o prof. Lourival Portela Natel apresentava diariamente, pela Rádio Guairacá, pontualmente às 18h00, “A Hora do Ângelus”. Era um homem muito respeitado. Naquele dia, estava na mesa de som um novo operador (cujo nome Mazânek não revela, mas eu sim: era Afonso Rizemberg). Ele fora alertado para que tomasse cuidado com o prof. Natel e obedecesse as orientações dele. Na hora do programa, colocado o prefixo e aberto o microfone, começou a oração. Sentindo o fundo musical alto demais, Natel fez um sinal com a mão para Afonso abaixá-lo. Nada.

O fundo continuou alto e assim foi até o final da Ave Maria. Intrigado, o apresentador levantou-se e deu de cara com o operador ajoelhado na cabine de som. Ele entendera que o sinal feito por Portela Natel era para que ele se ajoelhasse e rezasse junto…

1 responder
  1. Ligia Elena says:

    PREZADO RENATO,

    ASSISTI O ANUNCIO DO LANÇAMENTO DO SEU LIVRO NO PROGRAMA DO FAUSTÃO DO DIA
    23/10/20111, EMBORA NÃO CONSEGUI PEGAR O TÍTULO COMPLETO E AUTOR,
    DEPOIS DE PESQUISAS NA INTERNET, ENCONTREI A RESPOSTA, MAS FALTA
    A EDITORA E O PREÇO.
    E SE POSSÍVEL, INFORME LIVRARIAS DE SHOPPING QUE O SEU LIVRO ESRÁ A VENDA.

    O SENHOR, PODERIA ENTRAR CONTATO ATRAVÉS DO MEU E-MAIL,
    GRATA,
    LIGIA ELENA

    SUCESSO ! PAZ e LUZ DIVINA !
    PARABÉNS PELA OBRA.

    llopes@prefeitura.sp.gov.br

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