Repórter, para o entrevistado: quais são os sintomas da diarréia?

Não precisa ter afiado espirito crítico para constatar uma realidade negativa na atividade jornalística em nossas emissoras de televisão. Destaque-se nesse setor os repórteres que demonstram grande dificuldade para tratar dos assuntos em pauta. Falta de informação, pouca ou nenhuma leitura diária e aprofundamento nos temas propostos para  o noticiário do dia, marcam o cotidiano de jovens com algum potencial e pouca ou nenhuma orientação. Recentemente um repórter de Curitiba fez uma matéria nas praias do Paraná sobre a invasão de águas-vivas que estariam queimando peles macias de veranistas descuidados.

Nas várias matérias levadas ao ar  não se viu uma imagem de água-vida, que continua sendo uma desconhecida do grande público.
No interior do estado, uma  jovem repórter falava sobre a chegada ao aeroporto local do vice-presidente Michel Temer para o velório de um parlamentar. Ao encerrar a matéria disse que Temer embarcou num comboio para o centro da cidade. Não sei embarcar em comboio. Embarco com facilidade em carros, ônibus, caminhões, barcos etc. O que se viu foi o vice-presidente embarcar num carro que seguiu em comboio pelas ruas de Cascavel.

Durante o naufrágio do navio Costa Concordia, repórteres e apresentadores da Globo insistiram em que “o Cruzeiro bateu numa rocha e encalhou no litoral da Italia”. O que bateu na rocha foi o navio Costa Concordia que realizava um Cruzeiro pelo região.

Na praia de Matinhos um repórter fazia matéria sobre um surto de diarréia, coisa que acontece todas as temporadas, entre os que mais se descuidam com problemas de higiene. O repórter ao entrevistar um funcionário da saúde pública fez uma pergunta formidável; “quais são os sintomas da diarréia?”

Ainda bem que o educado funcionário não disse que o mais comum é caganeira…

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