Roberto Alves: a humildade de um veterano

O comentarista esportivo Roberto Alves da Rede Brasil Sul de Comunicação esteve no último 13 na Faculdade Estácio de Sá de Santa Catarina.
Por Ires Milena Koster
Aluna da 7ª fase do curso de Jornalismo da Faculdade Estácio de Sá de Santa Catarina.
O jornalista participou do programa experimental  de rádio “Estação Estácio”, produzido pelos alunos da 7ª fase de jornalismo, que regularmente sabatinam figuras ligadas ao meio radiofônico e de outros setores de interesse da comunidade acadêmica.


Últimos preparativos para entrevista com jornalista. Ao meio, Roberto
Alves. De costa Renato Mussi e de frente Sérgio Giron.

Segundo a aluna Suliane Scheur, também da 7ª fase,  essa troca de experiência é fundamental para o aprendizado acadêmico, pois segundo ela existe a união entre parte teórica e a prática, o que permite um conhecimento mais aprofundando deste veículo de comunicação de massa.
Os alunos da 2a e 4ª fases estiveram igualmente no auditório do estúdio de rádio da Faculdade  para acompanharem a entrevista de Roberto, que em 2005 fez 48 de profissão, entre rádio, televisão e jornal.


Começa a entrevista com Roberto Alves, comandada por Sérgio Giron (de
óculos) e Renato Mussi (cabelos compridos e barbudo).

De uma forma simples e com humildade- característica que ele gosta de destacar-, recordou o seu primeiro envolvimento com o rádio, trabalhando como operador de som, da Rádio Guarujá e afirmou que não poderia seguir outro caminho se não fosse o da comunicação.
Destacou ainda a  importância da mulher como repórter esportiva principalmente no futebol: “precisamos de mais repórteres femininas nos estádios de futebol, o profissionalismo deve superar o preconceito”, disse ele.


Alunos da sétima fase de jornalismo posam com Roberto: da esquerda para direita estão Ires Koster, Isabela Costa, Renato Mussi (cabelos compridos e barbudo), Josue Leandro (de óculos), Professor Ricardo Medeiros (de óculos segurando o microfone), Roberto Alves, Sulliane Scheuer, Kellen Cristina, Giselle Mendonça, Sérgio Giron e Ricardo Petry.

Para o comentarista, o que garante a audiência de seus programas é o futebol, principalmente na rádio CBN Diário: “Quando falamos sobre outro esporte que não seja o futebol, os ouvintes começam a ligar para mudar a programação. Eles querem ouvir notícias de Avaí e Figuerense.
Dessa forma fica difícil contemplar, com o mesmo espaço, as outras categorias do esporte”, salienta. Indagado, se é  Avaí e Figuerense,  ele afirmou aos alunos que seu time de coração é o já extinto Paula Ramos, onde o jornalista jogou nas categorias de base.


Professor Ricardo Medeiros (de azul) e o Coordenador do Curso de Jornalismo Paulo Scarduelli (de preto) acompanham Roberto Alves até a sala do estúdio de rádio.

Roberto levantou a problemática da disputa acirrada na área jornalística em Santa Catarina, mas ao mesmo tempo  encorajou  os estudantes a não desistirem de assumirem os seus desafios para conseguir o seu espaço na mídia.  Aproveitou o programa de rádio Estação Estácio para criticar as corrupções dentro do esporte, principalmente sobre o “escândalo do apito”, no Campeonato Brasileiro de Futebol. Demonstrou ainda grandes saudades do seu início de carreira nos anos 1950 e da realidade do esporte naquela época. Por outro lado, ressaltou a importância da tecnologia para o esporte atual e para a qualidade do jornalismo esportivo.
Copa do Mundo
Roberto Alves começou a sua carreira na Rádio Guarujá em 1957 na função de sonoplasta. Mais tarde entrou para equipe de esportes, como repórter. Em paralelo a essa atividade, era redator de notícias do departamento de jornalismo da emissora. Na seqüência, Roberto Alves assumiu um papel de destaque na equipe de esportes, como comentarista. Após vários anos de Guarujá, Roberto Alves deixou a emissora para ingressar em 1970 na primeira emissora de televisão de Florianópolis, a TV Cultura. Neste canal, fez também de tudo um pouco transitando pelo esporte e jornalismo e fez as mais diversas coberturas ao vivo, como era o caso dos desfiles de Carnaval da cidade. Igualmente nesta época, trabalhou nas rádios Cultura e depois na Guararema.
Com 48 anos de carreira, Roberto Alves atualmente trabalha na equipe esportiva da Rede Brasil Sul de Comunicação, atuando na RBS TV, Jornal Diário Catarinense e na Rádio CNB Diário. Tem em sua bagagem duas coberturas de Copa do Mundo: a da França, em 1998 e a da Coréia-Japão, em 2002.


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