ROCK NACIONAL É TEMA DE TRABALHO DE CONCLUSÃO DE CURSO

O Rock Bras 80 foi apresentado no último dia 07 no auditório da Faculdade Estácio de Sá de Santa Catarina. O programa de rádio produzido pelas alunas Fernanda Marinho e Michelle Corazza como trabalho de conclusão de curso de jornalismo, foi orientado pelo professor Ricardo Medeiros e conta um pouco da história do rock nacional da década de 80.
Por Fernanda Marinho

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Entre os entrevistados do programa estão o vocalista da banda Ultraje a Rigor, Roger Moreira, falando das dificuldades enfrentadas pelas bandas na época, e o baixista do Barão Vermelho, Rodrigo Santos conta como aconteceram as transformações da banda após a saída de Cazuza.

Na noite da apresentação estiveram presentes alguns dos músicos de Florianópolis que participaram do programa por terem tido forte influência do rock nacional em sua formação, entre eles Anderson Tombini (banda Faraway) e Ian Thives, (banda Enigmata).

Um pouco da história do rock nacional
A partir da década de 80 a barreira anti-roqueira estava rompida no país. Bandas de todos os cantos do Brasil começaram a se apresentar embaixo das lonas do Circo Voador.

Na 1ª Noite Punk do Rio de Janeiro, em 26 de março de 1983, se apresentaram bandas como Inocentes, Cólera, Psycoze (São Paulo), Coquetel Molotov, Eutanásia e Descarga (dos subúrbios do Rio), Os Paralamas do Sucesso incorporado por Kid Abelha & Os Abóboras Selvagens (da zona sul). A noite foi um sucesso de público e crítica. Os jovens queriam espaço para expor suas idéias entoadas em melodias.

E assim foram surgindo bandas que ficariam por décadas tocando nas rádios. O Barão Vermelho, do Rio de Janeiro, foi formado com o objetivo de tocar na 21ª Feira da Providência. O grupo tinha Cazuza e letras bem compostas.

Quando Cazuza saiu, em julho de 1985, Frejat, então guitarrista, assumiu os vocais e a banda conseguiu convencer o público de que ainda sabia fazer rock. O grupo carioca Kid Abelha abandonou Os Abóboras Selvagens do nome e continua no mercado. Mesmo não sendo uma figura diretamente ligada ao movimento, Paula Toller foi uma das poucas mulheres a dominar os vocais e fazer rock nos anos 80. Os Paralamas do Sucesso, de Brasília, serviram como ponte de acesso ao mercado para muitos grupos novatos. O Ultraje a Rigor, também de São Paulo, participou do Boca de Trombone e marcou a década pela irreverência e crítica através de letras engraçadas e bom-humor.

O RPM, de São Paulo, transformou-se a beatlemania brasileira, apesar de sua curta duração como grupo musical. A Legião Urbana, de Brasília, tinha Renato Russo nas letras e nos vocais. A banda mantinha uma relação de amor e ódio com a cidade natal e queria mais que só falar de amor. No Rio Grande do Sul, a expressão roqueira ficou por conta dos Engenheiros do Hawaii, TNT, e Garotos da Rua. Mais tarde, em 1986, surgiu o Nenhum de Nós, com Camila Camila. E durante a década apareceram Ira!, Inocentes, Plebe Rude, Capital Inicial, todos mostrando rock nas letras ou na posição.
O movimento do rock nacional da década de 1980 pode ser entendido como a abertura da mídia para o grito dos jovens. Foi a década fértil de protestos, paixões, drogas, expressados em letras de músicas. A década de 80 ficou marcada pela explosão do novo estilo de vida, de composição e de arte: rock.


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2 respostas
  1. michel guimaraes says:

    gostaria de ver a obra completa pois tó fazendo um trabalho de curos também sobre a historia do rock nacional.ok muito obrigado

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