RSF pede medidas contra violência a jornalistas

A ONG Repórteres Sem Fronteiras (RSF) encaminhou uma carta à presidente da República, Dilma Rousseff, pedindo que seja tomada “medidas concretas e eficazes” para combater a violência contra repórteres no país, levando em consideração os dois jornalistas mortos em maio deste ano.

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A organização também exigiu que a justiça brasileira investigue os casos e priorize a identificação dos responsáveis pelos crimes. “O Brasil é o terceiro país mais mortífero da América para jornalistas, atrás de México e Honduras, com 38 assassinatos relacionados ao exercício da função entre 2000 e 2014.”, disse um dos trechos da carta.

Em março, o paraguaio Gerardo Servián, da rádio “Cidade Nova”, foi assassinado em Ponta Porã (MS). No mês de maio, o jornalista Evany José Metzker foi encontrado decapitado em Padre Paraíso (MG) e o radialista Djalma Santos da Conceição foi sequestrado e assassinado em Conceição da Feira (BA).

A Federação Nacional dos Jornalistas divulgou o relatório anual de 2015 sobre a violência contra jornalistas e liberdade de imprensa no Brasil. Três profissionais foram assassinados no ano passado e mais de cem sofreram agressões.

O lançamento do relatório foi no Rio de Janeiro, estado considerado emblemático da violência sofrida por jornalistas em 2014. Em fevereiro do ano passado, no Centro do Rio, o repórter cinematográfico da TV Bandeirantes, Santiago Andrade foi atingido por um artefato explosivo quando cobria uma manifestação e morreu.

O documento afirma que jornalistas ameaçados ou amedrontados, sem condições dignas de trabalho, ficam limitados na sua missão profissional de informar a sociedade para dar a ela um importante instrumento de constituição e exercício da cidadania. E ressalta que as variadas formas de violência são violações do direito humano à comunicação, às liberdades de expressão e de imprensa.

As agressões contra jornalistas diminuíram no ano passado, em comparação com 2013, mas ainda foram registrados 129 casos.

Faça o download aqui do relatório da Fenaj.

[Com informações do G1, 22/01/2015 e  Portal MakingOf, 01/06/2015]

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