Saber – Pra quê?

Há quase 50 anos acredita-se que o homem pela primeira vez pisou na lua. Há quem acredite com tranquilidade e quem duvida seriamente, mas há também quem diz: “Que diferença faz saber? O que mudaria em minha vida?”

Muitas pessoas e cientistas creem em Deus, outros não. E existem muitos que creem que o homem foi criado diretamente por Deus, outros acreditam que somos frutos de uma evolução.

Existem pessoas que defendem a pena de morte, outros são contra.

O Brasil e o mundo vivem um momento especial; grandes avanços tecnológicos e científicos e um declínio moral, social, de respeito a própria vida e a dos semelhantes; um incrível paradoxo de contra-evolução.

Diante todos os conhecimentos e desconhecimentos vivemos numa época em que podemos escolher: Saber – Pra quê?

Considerado o fundador da filosofia moderna, René Descartes (1596-1650), nos deixou essa frase de forte impacto, por mais simples que pareça: “ Penso, logo existo”.

Jean-Jacques Rousseau (1712-1778), também deixou frases aparentemente simples, porém, com o poder de levar a profundas reflexões. Pelo menos duas delas: “O homem nasce bom, a sociedade o corrompe”. E essa: “O homem nasce livre e por toda a parte é acorrentado”.

Auguste Comte (1798-1857) considerado o pai da sociologia, com o lema da “filosofia positiva”, tinha como objetivo em sua filosofia: “ Conhecer para prever, prever para prover”.

Linda lógica de Comte. De que adiantaria muitos conhecimentos se eles não fossem bem utilizados para prever e prover?

Entre tantos pensamentos, dúvidas e ansiedades podemos nos perguntar: Até que ponto as pessoas desejam realmente conhecimento? Que conhecimentos desejam? E para que o desejam?

Já nos foi explicado há tempo que a – educação vem de casa, pelo menos, deveria. A escola nos passa ensinamentos e certos conhecimentos. No mais, é ir atrás, desejar, buscar, abrir a mente, entender, deixar de lado nosso modo todo pessoal de ver o mundo, ou mesmo vê-lo à maneira como nos foi ensinado.

O filósofo brasileiro, Renato Janine, nascido em 1949, em seu livro: O afeto autoritário, diz algo que nos leva a refletir. Falando a respeito da programação da TV brasileira, Janine diz que ela – oferece a sociedade a pauta de suas conversas. O autor destaca que – basta ouvir o que as pessoas estão falando numa segunda-feira para saber o que foi ao ar nos principais programas dominicais.

E aí entra a questão: Qual a qualidade da programação? Ela tem ajudado a desenvolver nosso intelecto? Tem nos incentivado a entender o que é cidadania, ser melhores pais, professores e filhos? Ela, a mídia, tem interesse em ter uma sociedade inteligente o bastante para evitar fazer a pergunta tema dessa coluna?

Quem sabe responder: Os brasileiros têm uma verdadeira democracia? A imprensa é totalmente livre? Se não é, quais os motivos? Por que não como carne na sexta-feira santa? E por que essa sexta sempre cai numa sexta e não varia como as demais datas? Por que razão grande parte da população é escravizada por inúmeras datas comemorativas e imposta a gastos sem nem saber o motivo real daquela data; se concorda ou não?

Outra importante frase de reflexão: “ A pessoa ingênua, inexperiente, acredita em qualquer palavra, mas quem é prudente pensa bem antes de cada passo”. Bíblia. Provérbios 14:15

Então, se o homem foi ou não a lua pode não fazer diferença. Mas a verdade sobre isso tem peso. Afinal de contas, optamos por crer ou não crer naquilo que nos dizem.

Em tempos de contra-evolução, do paradoxo entre avanços e declínios, das conversas das redações de jornais a bares e barbearias; dizer o que pensamos é importante, é direito adquirido de um pouquinho de democracia.

Agora, buscar ouvir outras ideias, estudar, abrir a mente, ter pensamento crítico baseado no conhecimento mais concreto possível não é para qualquer um. Pensar – Pra quê?

Saber – Pra quê? Ora, o saber traz grandes responsabilidades.

Saber? Claro que sim!

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