Salvem meus ouvidos!

Domingo eu estava eu em alguns poucos minutos de bobeira em casa (porque se jornalista tem vida, esqueceram de me avisar), curtindo um pouco de música.

As canções, letras, interpretações, me emocionam e vou dizer que muitas delas dizem o que realmente sinto no momento. Sabe aquele DVD com 100 vídeos clipes de mil novecentos e qualquer coisa, então, era esse mesmo que estava vendo e ouvindo hoje, quando me deu um estalo na consciência.

Liguei o rádio saber o que estava “rolando” nos dias atuais. Eu sou moderninha, tenho apenas 25 anos, mas ouvir certos tipos de músicas e dizer que isso é uma manifestação cultural me dói no coração. É claro, que ainda existem ícones de alguns tempos atrás que resistem a tanta modernidade. Outros novos, que realmente merecem destaque. Mas ouvir em uma rádio às 11 horas de pleno sábado, “Chuva nas calcinhas, tempestade nas cuecas, se molhou eu to torcendo eu me amarro em perereca” me fez ter dois tipos de pensamentos.

Ou eu estou muito velha, antiga e totalmente fora do prazo de validade ou o povo perdeu a noção. As músicas, as bandas, seus intérpretes, sempre foram modelos para gerações, nem sempre bons, é claro, mas sempre davam um toque no que o mundo pedia naquele momento.

E qual seria então o apelo que essas músicas atuais vêm trazendo? Sexual, eu não discuto, pois está muito claro. Mas como controlar isso, em uma época que se pede tanto que as escolas e os pais orientem seus filhos adolescentes sobre as questões de doenças, gravidez e outros problemas que esse excesso de apelação sexual pode trazer. Às 11 horas de manhã de um sábado escuto tal refrão.

E isso que o Carnaval, ainda está passando despercebido, o que tenho estranhado um pouco. Mas daqui a pouco, novas perolas do Axé aparecem com tanto ou mais apelações. Essas horas eu acabo me perguntando: Cadê aqueles senhores das varas da infância e da juventude, que dizem prezar por bons costumes que não aparecem nessas horas? Não quero aqui parecer pudica, ou careca, mais tudo no mundo tem limite, ou se é que ainda se lembram o que é limite.www.

Por Michelle Veiga, jornalista
http://www.radiocriciuma.com.br/portal/mostraconteudo.php?id_colunista=8&id_conteudo=1785

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