Simplesmente Elis

Sou dos poucos brasileiros que chegaram perto da Elis Regina, mas sou dos muitos brasileiros que curtiram sua arte, seu cantar, sua gana, sua garra, sua obstinação perfeccionista. Sou um de todos os que se enterneceram com a doçura do seu canto, com o carinho dos seus gestos, com ternura de sua vida frágil.
Por Antunes Severo

Elis, menina ainda, esteve pelos menos duas vezes em Florianópolis no início da década de 1960. Uma cantando no Lira Tênis Clube e a outra quando de passagem para São Paulo onde ia fazer uma série de apresentações com um grupo de novos do Rio Grande do Sul. Nessa oportunidade, descoberta no hotel, foi convidada a dar uma canja num show beneficente promovido para arrecadar fundos para o recém fundado Sindicato dos Radialistas de Santa Catarina. Ela foi, cantou e emocionou a platéia lotada do Teatro Álvaro de Carvalho.
Embora deslumbrado, acanhado nem cheguei perto da estrela que já brilhava intensamente. Depois chorei com ela nos festivais, vibrei com ela em suas vitórias e novamente chorei sozinho com sua apressada metamorfose.
Elis, no dia 19 de janeiro de 1982 deixou este planeta, retornou ao firmamento onde continua sendo uma das mais brilhantes estrelas. Ela não morreu, “porque as pessoas só morrem quando nós as esquecemos”.
Abaixo transcrevo duas lembranças enviadas pelo José Alberto de Souza, colaborador e incentivador do Caros Ouvintes.
Lembro que, naquele dia, na hora em que ela morreu tive a sensação de que um silêncio pesado caiu sobre Porto Alegre. Estava dirigindo e meu carro estava sem rádio. Só no final da tarde soube o que havia acontecido…
 
Pelo rádio e pela TV os porto-alegrenses foram chamados para prestar uma homenagem a ela no Auditório Araújo Viana. Imagino que tenha sido organizado pela Prefeitura.

No palco, os músicos mais importantes da cidade. Na platéia, um grande número de fãs. Muitos de nós vestíamos preto porque estávamos de luto.
 


 
Foi bom podermos nos juntar. Certamente, quem esteve lá não esqueceu.
Assim como quem alguma vez ouviu Elis, jamais a esquecerá!
Beijo da Maria Lucia

 


 
Envio a letra de “Alguma coisa solta no céu”, música composta por Toneco da Costa e Giba Giba, naquele ano.
Sabe quanto eu chorei
naquele dia dezenove de janeiro,
inteiro, qual todos os cantos
chegando ao fim
inteiro, qual todos os cantos
chegando ao fim.

Alguma coisa solta voa no céu
do Brasil, captar…
Cantando no sonho, saudade,
vou me habituar.
O tempo passando, passando…
não me acostumei.
Me conforta
ser feliz
contemporâneo de Elis.

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Por Antunes Severo

Radialista, jornalista, publicitário, professor e pesquisador é Mestre em Administração pela UDESC – Universidade do Estado de SC: para as áreas de marketing e comunicação mercadológica. Desde 1995 se dedica à pesquisa dos meios de comunicação em Santa Catarina. Criador, editor e primeiro presidente é conselheiro nato do Instituto Caros Ouvintes de Estudo e Pesquisa de Mídia.
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