Sintonia fina – histórias do rádio

O paranaense Jamur Júnior lança segundo livro e desta vez fala do rádio e de seus personagens, alguns muito conhecidos do público catarinense.
Da Redação.

Jamur Júnior, um dos mais destacados profissionais de comunicação do Paraná, começou sua carreira como radialista em 1950. No final da década de 1960 viveu uma boa parte do auge do rádio em Florianópolis trabalhando nas rádios Jornal A Verdade e Diário da Manhã. Neste segundo livro – o primeiro, lançado em 2001 -, conta a “Pequena história de grandes talentos”, onde narra os primeiros passos da televisão no Paraná.

Em Sintonia Fina, Jamur se dedica a tarefa de recuperar uma boa parte da história do rádio paranaense e dos personagens que o tornaram um dos meios de comunicação mais importantes. Em Sintonia Fina, ele fala das emissoras, dos empresários que as montaram e dos radialistas que as tornaram conhecidas e respeitadas. Entre os radialistas ganham espaço nomes conhecidos do público catarinense.

Como o paranaense Souza Miranda, que depois de peregrinar por emissoras do estado do Paraná, de São Paulo e do Rio de Janeiro, não resistiu aos encantos da Ilha da Magia onde se encontra desde 1954 trabalhando ininterruptamente até hoje. Aliás, a Ilha da Magia é pródiga em seduzir radialistas. Em 1956, foi a vez do gaúcho Antunes Severo que em Curitiba se consagra como o melhor animador de programas de auditório pela PRB-2, Rádio Clube Paranaense. Outro personagem focalizado é Manoel de Menezes que no início de sua vida de “artista”, se notabilizou como poeta e declamador num programa que se tornou conhecido em todo o sul do Brasil, o Retalhos D’Alma. Também de Santa Catarina, o gasparense J. Pedro, fez carreira no Paraná, chegou a atuar no Rio de Janeiro e depois dominou o mundo trabalhando no serviço brasileiro da Rádio Suíça Internacional. Jamur, abre espaço ao trabalho inovador do joinvillense Jair de Brito, a quem trata de mestre, que praticamente reformou o rádio do Paraná com a sua maneira ousada de encarar as mudanças como uma forma de vitalizar o meio rádio. Também lembra de Edwin Scott Balster, um nobre inglês nascido no povoado de Três Barras em Santa Catarina que trabalhava como operador de som em Curitiba e que veio para Florianópolis juntamente com Antunes Severo e daqui não saiu mais. A lista de Jamur incluiu ainda uma das figuras mais conhecidas do rádio de Florianópolis no final da década de 1950: o paranaense Robin Fatuch, aqui conhecido como Osvaldo Robin. Ao microfone da Rádio Anita Garibaldi, Osvaldo Robin, com uma voz empostada e vibrante emocionava a audiência fazendo uma reportagem ou declamando poesias a meia noite com aquele sotaque anasalado e que soava assim: “bentirosa bulher que tanto amei…”.

Sintonia Fina – histórias do rádio, de Jamur Júnior, é uma edição Sesquicentenário. Curitiba, 2004.

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