Sistemas e sua autocura I

selo-peco-sua-atencaoEspero escrever aquilo que você já domina sobre sistemas. Perceba que este já o segundo artigo sobfre sistemas e haverão outros. Mais adiante você vai entenderá o objetivo desta abordagem um tanto diversa do que aqui venho escrevendo. Aguarde e me dê um crédito.

Sistema é um conjunto de partes interagentes e interdependentes que, conjuntamente, formam um todo unitário com determinado objetivo e que efetuam determinada função, conforme uma definição. Sistema também pode ser definido como um conjunto de elementos interdependentes que interagem com objetivos comuns formando um todo, e onde cada um dos elementos componentes comporta-se, por sua vez, como um sistema, cujo resultado é maior do que o resultado que as unidades poderiam obter se funcionassem independentemente.

Qualquer conjunto de partes unidas entre si pode ser considerado um sistema, desde que as relações entre as partes e o comportamento do todo sejam o foco de atenção. Sistema é, pois, um conjunto de partes coordenadas e não relacionadas, formando um todo complexo ou unitário.

Assim, podemos entender o ser humano como uma parte de um determinado sistema, que pode ser um clã, uma comunidade, uma determinada sociedade… O sistema se provê e elimina o que lhe for prejudicial, atuando de forma a puxar para cima aqueles que estiverem abaixo, se o objetivo for subir; ou puxar para baixo aquele que estiver acima, se o objetivo for baixar.

Digo isso porque num sistema marginal, entre bandidos, ou o caso Hitler na II Grande Guerra, as partes que destoarem dos códigos de ética do grupo, são também eliminadas se atuarem em desacordo com o objetivo.

Aquilo que está sendo aplicado aos sistemas sociais é uma teoria – teoria de sistemas – disciplina técnica amplamente estudada, cujos primeiros enunciados datam de 1925 e foi proposta em 1937 pelo biólogo Ludwig von Bertalanffy, que alcançou o seu auge de divulgação na década de 1950. Em 1956, Ross Ashby introduziu o mesmo conceito na ciência cibernética. A pesquisa de Von Bertalanffy foi baseada numa visão diferente do reducionismo científico até então aplicada pela ciência convencional. Dizem alguns que foi uma reação contra o reducionismo e uma tentativa para criar a unificação científica.

Um pouco mais tarde, através da reunião de estudos de vários pesquisadores, mas principalmente com âncora no I Ching – sabedoria milenar chinesa – o físico austríaco Fritjof Capra publicava “A Teia da Vida” em que a teoria de sistemas vem se tornar definitivamente uma explicação para a vida. A partir daí a teoria de sistemas passa a integrar o paradigma científico e é aceito para explicar qualquer fenômeno em que haja coparticipação de partes.

Para as ciências administrativas, o pensamento sistêmico passa a ter importância, pois as organizações envolvem vários aspectos: transformações físicas necessárias à fabricação dos produtos e prestação dos serviços; comunicação entre os agentes e colaboradores para desenvolver, produzir e entregar o produto ou serviço atendendo as expectativas e necessidades do cliente; envolvimento das pessoas para que elas se empenhem no processo cooperativo; desenvolvimento de competências, habilidades e conhecimentos, para que as pessoas tenham condições de realizar o trabalho da maneira cooperada; padrões de reação das massas diante de notícias ou eventos, tomando-se como exemplo recente, o caso das duas Coréias e a posição dos Estados Unidos, sem reação do povo norte-americano; por esses motivos, as organizações podem ser entendidas como sistemas abertos e em raros casos como sistemas fechados.

O caso Coréia do Norte parece ser um sistema fechado em que o governante decide pelo povo mesmo sem a conivência geral; no caso dos Estados Unidos apesar de haver democracia o presidente decide também, porém com a aprovação do povo.

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