Sistemas e sua autocura II

Segundo a teoria de sistemas, ao invés de se reduzir uma entidade (um animal ou um ser humano, por exemplo) para o estudo particularizado das propriedades de suas partes ou elementos (órgãos ou células), devemos focalizar no arranjo do todo, ou seja, nas relações entre as partes que se interconectam e interagem organica e energeticamente.

Uma organização realimentada e auto-gerenciada gera, assim, um sistema cujo funcionamento é perfeito e deveria ser. Esse é o trabalho que, grossomodo, se atribui ao cérebro. Mas, essa é uma forma retardada de pensar o sistema humano.

A realimentação e a gerência vai além da mente. Há um princípio inteligente sediado no íntimo humano, que podemos chamar de consciência. Mas, temos de ter noção de que a consciência é a mente do espírito.

Então repetindo: uma organização realimentada e auto gerenciada gera, assim, um sistema cujo funcionamento é perfeito, deve ser perfeito. O contrário também é verdadeiro. Ele pode tornar-se imperfeito por tangências adquiridas e vindas de fora. Mesmo no caso dos chamados defeitos genéticos, o ser que o adquiriu recebeu a imperfeição repassada de fora através dos genes herdados.

Uma sociedade, comunidade ou clã que sofra perda de qualidade não voltará à perfeição enquanto não cuidar dos seus membros descaminhados (desalinhados).

Um sistema não realimentado e sem gerência, tem sua perfeição afetada. A auto-regulação é a tentativa do todo reparar-se reparando a parte que falhou. O todo vai à exaustão nesse sentido e não podendo fazer a reparação denuncia a sua impotência e permite o aparecimento do sintoma de imperfeição. No ser humano, é a doença instalada nos órgãos. Nas sociedades é a violência, a fome, a destruição.

Em biologia temos nas células do cérebro um exemplo correto dessa reparação, pois não importa quão profundo o estudo individual de um neurônio, este jamais indicará o estado de uma estrutura de pensamento e se for estirpado o neurônio, ou vier morrer, também não alterará o funcionamento da mente e sim do cérebro. Isto é, o sistema eterno se regula por leis divinas; o sistema precário se desregula por infringir as leis divinas.

No caso do contexto das emoções, qualquer que seja a informação que chegue sempre haverá repercussão ou reação. A informação pode chegar pelos sentidos imediatos ou através da intuição ou mesmo pela invasão de pensamentos obsedantes.

Imagine um sistema estruturado para operar com regularidade sob harmonia, confiança, paz, verdade, justiça, beleza, ver-se submetido ao avesso dessas suas necessidades ou carências. As células, moléculas e órgãos na qualidade de princípios obedientes aos comandos do princípio inteligente e assim sendo como espelhos da mente, irão reagir quando, por exemplo, a mente raciocionar com desconfiança, medo ou dúvida sobre o dia de amanhã, se será bom ou se mesmo existirá amanhã. O organismo entrará em colapso e enquanto não reaquirir harmonia, confiança, paz, verdade, justiça e beleza requeridas para a normalidade operacional, será dado como doente, fadado a definhar.

O mesmo se pode dizer de um clã, de uma comunidade ou de uma sociedade. A humanidade terrena carece de cura mais ainda quando a Coréia é apontada como vilã na ameaça de uma guerra nuclear. Havendo peças atuando em desacordo com a harmonia, confiança, paz, verdade, justiça, beleza, o grupo estará ameaçado de extinção.

Olhando os sistemas com lente de aumento podemos ver numa sociedade pessoas se comportando com a mesma malignidade encontrada no interior dos pequenos sistemas chamados pulmões, rins, ovários, próstata, etc., em que temos o câncer como grande vilão.

Ficou claro? Se não ficou, aguarde o próximo artigo.

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