Só para falar de “La Barca”…

“LA BARCA” não é um simples bolero que o compositor mexicano, Roberto Cantoral, criou em 1950. Esse tema é um fenômeno da música mundial. Seu autor, pela excelência de suas criações, converteu-se num mito respeitável em todos os países onde a música foi reproduzida.
Por Agilmar Machado

Convido o leitor de Caros Ouvintes para um passeio através dos caminhos percorridos por “La Barca” e seu autor famoso, Roberto
Cantoral.
Quem gravou “La Barca”?
Só para enumerar poucos intérpretes e maestros, devo tornar presentes os seguintes: Plácido Domingo, Joan Baez, Vikki Carr, Maísa Matarazzo, José José (sic), Emmanuel, José Feliciano, Gualberto Castro, Neil Sadaka, Alejandro Algara, Dalida, Mina, Charo, Sarita Montiel, Lucho Gatica, Paul Muriat, Antônio Prieto, Anibal, Anibal Troilo, Pocho Perez, Chucho Ferrer, Caravelle, Frank Pourcel, Los Calavera, André Kostelanetz, Richard Claydermann, Los Diamantes, Perla, Trio Los Panchos, Raul de Biasio, Nina Pissi, Ninda Roustardt, Pedro Vargas, Glória Lasso, Gregório Barrios, Marco Antonio Muniz, Luiz Miguel, René Cabel, Olga Guillot, etc.


Roberto Cantoral

Seu autor, Roberto Cantoral, nasceu no México, em Ciudad Madero (Tabaulipas), em 17 de junho de 1935. No início de sua vida artística teve seu irmão Antonio como parceiro, quando formaram a dupla “Los Hermanos Cantoral”.
Exatamente em 1950, Roberto forma o conjunto vocal “Los Três Caballeros, juntamente com Channin Correa e Leonel Gálvez.
Algum tempo depois Cantoral, já consagrado na vida artística, resolve seguir a carreira solo. “El Reloj” forma, juntamente com “La Barca” e “El Preso Número Nueve”, o trio de composições suas que já foi gravado em mais de mil versões cada uma delas.
Além das três já citadas, outras, entre dezenas do repertório de Cantoral, estão: El Guijote, Qué Mal Amada Estás, Me Estás Gustando, Um Poquito de Pecado, El Crucifijo de Piedra, Al Final, Chamaca, El Triste, Noche no te Pongas, Regalame esta Noche, Soy Prohibido, Yo no Comprendo – quase todas da preferência dos famosos conjuntos mariachis mexicanos.
Sua composição Pobre Navidad (Pobre Natal) tem o fruto de todos os seus direitos autorais doado a entidades mundiais de proteção à infância. Esse nobre gesto rendeu a Cantoral agradecimentos oficiais de Madame De Gaulle (esposa do ex-presidente francês, Charles de Gaulle) e de Lady Bird Johnson (esposa do ex-presidente Lyndon Johson), dos Estados Unidos. Sua composição “Plegária de Paz” foi transmitida durante três anos consecutivos no Vaticano. Em 1983 Cantoral foi eleito presidente do Conselho Diretivo da Sociedad de Autores y Compositores de Música do México e em 2003 foi nomeado, pela sexta vez, presidente del Comitê Iberoamericano de la Confederación Internacional de Sociedades de Autores e Compositores. Presidentes de diversos países já homenagearam Cantoral em reconhecimento a sua imensa obra. Possui o título de “Mr. Amigo” outorgado pelo Governador do Texas (EEUU).
É Cantoral a única pessoa não-governamental que até hoje fez uso da palavra em um congresso da Organização Mundial de Propriedade Intelectual (1993), quando foi intensamente aplaudido pela vibração de seu pronunciamento em favor dos direitos dos artistas. Esse gênio, e somente ele, seria capaz de dar ao mundo romântico da poesia e da música, esse fenômeno que se eternizou como “LA BARCA”.
 


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