Sucessor do Hubble deve ir ao espaço até 2020

MILTON – Bom dia, Ethevaldo, como vai?

ETHEVALDO: Bom dia, Milton, bom dia, ouvintes. Tudo ótimo.

MILTON – Ethevaldo, hoje é sexta-feira e você prometeu falar sobre o futuro dos telescópios espaciais.

ETHEVALDO: Vamos lá, Milton. Daqui a 10 ou 15 anos, o mundo terá, com certeza, uma dúzia de novos super telescópios espaciais. Vamos destacar apenas os dois projetos atuais mais ambiciosos.
• Um deles é o James Webb, nome do sucessor do Hubble.
• O outro será o WFIRST, sigla em inglês de Telescópio de Pesquisa ou Varredura em Infravermelho de Grande Amplitude

Ambos já estão em construção na NASA e deverão ser postos em órbita entre 2018 e 2020. O James Webb ficará a cerca de 1,5 milhão de km de nosso planeta, num ponto muito especial em que há total equilíbrio entre a força de gravidade da Terra, da Lua e do Sol.

MILTON – E quais serão as diferenças desse sucessor do Hubble?

ETHEVALDO: O James Webb será um telescópio ultra sensível otimizado para a luz ultravermelha. Seu espelho de 6,5 metros terá quase o triplo do tamanho do Hubble. Seu alcance permitirá localizar e fotografar as galáxias mais antigas do Universo, formadas há quase 13 bilhões de anos.

MILTON – E o outro super telescópio como será?

ETHEVALDO: O outro é o WFIRST que fará pesquisas em infravermelho em imagens de vastas regiões do Universo, e terá sensibilidade para detectar luz infravermelho com um milésimo da intensidade captada pelos telescópios atuais.

Um de seus primeiros objetivos será encontrar indícios da energia escura (dark energy) – que ainda é uma força misteriosa que acelera a expansão do Universo. Outro objetivo da missão será o estudo dos exoplanetas, em especial aqueles que possam abrigar alguma forma de vida.

Sua sensibilidade também será muito superior à do Hubble, chegando a 300 megapixels. Numa área onde o Hubble vê apenas 1.000 galáxias, o WFIRST verá milhões.

MILTON – Na sua avaliação, qual é o significado desses super telescópios para nosso conhecimento do Universo?

ETHEVALDO: Com eles, o futuro de nosso conhecimento nas áreas de Astronomia, Astrofísica e Cosmologia será brilhante e fascinante, Milton. E daqui a 15 ou 20 anos, será muito melhor ainda para nossos filhos e netos do que para nós dois.

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