Tablet vs. laptop

Rádio CBN Brasil | MUNDO DIGITAL, com Ethevaldo Siqueira
Milton – Ethevaldo, você acha que os tablets vão matar os laptops ou notebooks?

Ethevaldo – Esse é um dos melhores temas para orientação dos ouvintes que fazem a mesma pergunta. Na verdade, o que estamos vendo a cada dia, Milton, é um conjunto de transformações que ocorrem dos dois lados, tanto dos tablets quanto dos laptops.

Milton – Que transformações são essas?

Ethevaldo – A cada dia surgem tablets de tamanhos diferentes, primeiro na faixa de 5 a 10 polegadas; agora, acima de 10, até 20 ou mais. Do lado dos laptops, estamos vendo, também, mudanças contínuas. São os Macbook Air, os ultrabooks e os laptops híbridos, que associam um teclado destacável a um tablet. E pode ser usado ora como um tablet, ora como um laptop.

Milton – Já existem laptops híbridos no mercado?

Ethevaldo – Já existem diversos, como os da Lenovo, da Sony, da HP e de outros fabricantes. Mas são recentes. Estão começando a chegar ao Brasil. Alguns têm um belo visual e design magnífico, muito mais funcional, com suas duas peças escamoteáveis.

Milton – E quem vai ganhar a guerra: tablets ou laptops?

Ethevaldo – Minha conclusão é que teremos ainda por muitos anos a convivência. E, em lugar da eliminação de um deles, teremos, sim, o casamento de tablets e laptops. Afinal, um laptop leve e bem fino exerce, praticamente, o mesmo papel que um tablet. A preferência de cada um é definida por dois fatores: portabilidade e funcionalidade. O dispositivo precisa ser o mais leve possível, mais portátil e também mais funcional. Seja laptop, seja tablet. Mas, muitas vezes, a decisão final por um ou por outro depende mais de fatores subjetivos.

Milton – No seu caso pessoal, qual é o seu predileto?

Ethevaldo – Em viagem de trabalho, eu prefiro levar o meu laptop, que é bem fino, com 18 mm, e levíssimo, com apenas 1,3 kg, mas com um teclado padrão que me permite escrever com os dez dedos, em qualquer lugar, sem perder velocidade. E a grande vantagem é a autonomia da bateria, que me permite trabalhar dez horas dentro de um avião sem necessidade de recarga. Mas, por garantia, levo uma segunda bateria carregada. Em lugar do tablet de 10 polegadas, prefiro usar em viagens mais longas um smartphone de tela maior, de 6 polegadas, que me dá acesso aos meus e-mails, à internet e dezenas de aplicativos de minha preferência.

Milton – Até amanhã.

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Por Ethevaldo Siqueira

Escritor, consultor e jornalista especializado em novas tecnologias. É colaborador da revista Época e comentarista da Rádio CBN. Ethevaldo cobre o setor tecnológico ligado à comunicação há mais de 40 anos entrevistando cientistas, participando de congressos internacionais e visitando exposições, laboratórios e universidades.
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