Temos que tomar cuidado com o que veicula pela internet

Eleições | Influência da mídia

Pode ser, e não disputo, que minha perspectiva seja ingênua, mas a mídia, como um todo, na verdade elege ou joga pra escanteio candidatos a cargos eletivos. Se ela fosse menos tendenciosa e defendesse mais as idéias – e que depois as cobrasse impiedosamente – pois são “o porta-voz deste povo sem voz”, daria para acreditar mais. Infelizmente “money talks” e sempre teremos este estado de coisas. Recentemente vi, num programa de TV, jovens estudantes dizendo – mais parecia uma reclamação – que na geração anterior o povo ia às ruas reivindicar direitos, hoje não mais!

Aí grita a pergunta: se os militares, em 1964 removeram os que legitimamente estavam no poder em nome da dilapidada “democracia” – não quero aqui nem entrar no mérito da influência estadunidense em nossos affairs, alegando o perigo do comunismo, onde estão eles hoje quando, em pleno século XXI temos como candidato ao mais alto cargo da nação uma pessoa que foi presa por terrorismo, assalto a bancos, sequestro de autoridades estrangeiras, com óbvias e manifestas tendências esquerdistas, sem falar em sua dislexia oral e mental, onde estão estes militares? Falta o dedão da CIA sobre eles para mexer os pausinhos? Falta-lhes iniciativa própria? Acomodaram-se? Não que eu os queira de volta, pois foi por isso que saí daqui em 1966 e só voltei 38 aos depois.

Temos também que tomar extremo cuidado com o que veicula pela internet, que hoje é formadora de opinião, principalmente das novas gerações, as mais dedicadas seguidoras da tecnologia moderna. Enfim, é um mundo mais complexo do que queiramos admitir. Não adianta ficar falando “no meu tempo…” porque já era. Decisões têm que ser tomadas JÁ, nas urnas.
Saiamos do marasmo que se avoluma votando naqueles que mostram mais condições de manejo do barco. Não foi pra isso que o povo forçou a nova lei da honestidade? Olhem com carinho o que fizeram os candidatos aos cargos públicos, pois as chances de repetirem a mazela e besteiras que fizeram na juventude são bem grandes.

Aguinaldo José de Souza Filho iniciou a carreira de radialista ao microfone das rádios Relógio e Mayrink Veiga do Rio Janeiro em 1960. Estudou teatro com Dulcina de Morais e Luiz de Lima também no Rio. Tem cursos de fotografia, cinema e televisão. Fez carreira trabalhando em emissoras internacionais, notadamente na Voz da América, nos Estados Unidos até 2004, quando se aposentou. É anchorman, ator, produtor, locutor, narrador e tradutor. E-mail.

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