Tens um cheirinho gostoso

RDM 1958Em 1965, a Prefeitura Municipal de Florianópolis lançou um concurso para escolher “uma canção para a cidade.” A vencedora foi o “Rancho do Amor à Ilha”, de Cláudio Alvim Barbosa (Zininho ). Em 1968 foi oficializada como hino da Cidade. Mas, uma outra linda marcha-rancho se destacou naquele concurso. Para mim tinha tirado o segundo lugar mas o patrão Severo me garante que foi o quarto. Mas isso não importa. Chama-se “Ilha” e foi composta pelo maestro e radialista (e amigo) Altair Debona Castelan. Vale ouvir muitas vezes e guardar com carinho.

2 respostas
  1. Antunes Severo says:

    Então ainda duvidas? Pois aqui te trago não no trobetear da voz de Heron Domingues no Repórter Esso, mas no texto de próprio punho de outro também “Testemunha Ocular da História”. Com a palavra Abelardo de Souza: “Estávamos na fase de ensaios e gravações das músicas que iriam participar do concurso promovido pela Prefeitura Municipal de Florianópolis (Uma Canção para Florianópolis), marco significativo da administração do nobre general Paulo Gonçalves Vieira da Rosa. O certame apontou, ao seu final, o Rancho do Amor à Ilha como primeira música colocada. Eu compusera a marcha Cidade Mulher, que obtve o 3º lugar. O 2º colocado foi o inspirado Zequinha, com a marcha Florianópolis, meu Torrão e o 4º lugar coube ao apreciado pianista Castelan, que apresentou a marcha A Ilha. Um detalhe: na noite daquele evento, deixamos o teatro pela porta dos fundos. Conosco, estava o cantor Jamelão, então em visita à Capital. Comentávamos os resultados do julgamento e o fabuloso intérprete de Folha Morta (Ari Barroso), já ‘a meia-nau’ opinou sobre a classificação da marcha do Castelan: ‘Música cantada por conjunto vocal jamais ganhou concurso. Se o moço entregasse a um só intérprete talvez o resultado fosse outro'”. O trecho é de texto feito por Abelardo de Souza originalmente na revista A Verdade nº 25, em julho de 1981 e a reprodução está no livro Zininho – uma canção para Florianópolis de Ricardo Medeiros, Dieve Oehme e Cláudia Barbosa, editado pela Insular em 2000, com o apoio da Fundação Franklin Cascaes, não tem?

  2. Emílio Cerri says:

    Pois então só temos disponíveis a primeira e quarta colocadas. Onde vamos buscar, para oferecer aos nossos caros ouvintes, a segunda e a terceira? :)

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